10 livros que te farão repensar o mundo tal e como você o conhece

Alguns livros trazem em si o embrião das mudanças. Isso não significa que será uma revelação para todo aquele os ler, mas o livro tem o potencial de nos fazer pensar e nos conduzir a questionarmos essas coisas que pensamos que estão paradas no tempo. De fato, às vezes basta uma pergunta para desencadear um efeito ‘bola de neve’. E uma vez que saímos das normas que atrapalham o pensamento tradicional, a leitura destes livros pede que voltemos atrás porque começaremos a ver o mundo de maneira completamente diferente.

Confira a lista dos dez livros que todos deveríamos ler ao menos uma vez na vida

  1. “1984”  de George Orwell1984

Publicado pela primeira vez em 1949, este livro é uma dessas leituras atemporais. George Orwel narra um futuro que causa calafrios. Uma autêntica novela política que vai se revelando como uma ficção distópica, ou seja, uma sociedade construída no sentido oposto da utopia. De fato, seu livro foi um ponto de partida que inspirou “Gran Hermano”, razão pela qual muitos consideram que hoje nós estamos adentrando a passos acelerados em nessa “sociedade Orwelliana”, onde se pratica a vigilância massiva; onde se manipula a informação como nunca antes quando se colocou em prática uma repressão política e social de forma dissimulada, porém muito decidida.

  1. “Um mundo feliz” de Aldous Huxleyunmundofeliz_by_masg72

Esta é uma obra do auge deste escritor, uma novela onde se cria uma sociedade aparentemente perfeita em que todas as personagens se sentem felizes e satisfeitas. Em suas páginas encontramos um mundo de engenharia genética tirada do cérebro e prazeres acostumados à medida em que as personagens se ausentam de suas preocupações. Sem embargo, à medida que vamos adentrando nessa sociedade e nos damos conta de que esta fazia, nos  perguntando se o sonho da felicidade eterna é uma anestesia dos sentidos. Qualquer paralelismo que se fizer com a realidade não é mera coincidência.

3.“Frankenstein” de Mary ShelleyFrankenstein Mary Shelley

Muitos catalogam este livro como uma novela de horror. De fato, é provável que assim tenha sido. Sem embargo, se somos capazes de ver mais além nos daremos conta de que é um retrato arrepiante do ser humano e onde estaríamos dispostos a chegar com o semelhante para empurrar a ciência a realizar um sonho. O livro narra como Victor Frankenstein dá vida a uma criatura horrível que depois o condena ao isolamento e à solidão. Sem dúvida, é um passeio  muito interessante pelas vias emocionais mais labirínticas do ser humano.

  1. “O processo” de Franz Kafkaprocesse

Talvez sua obra mais famosa é “A Metamorfose” (que também recomendamos), porém esta novela inacabada que o escritor pediu que queimassem depois de sua morte é um relato ainda mais aterrador. Conta a história de Josef K., um empregado de que é preso. Josef tente se defender, porém não sabe muito de quê, de forma que termina adentrando-se em um processo judicial asfixiante que se apodera por completo de sua vida. Assim descobre que as instâncias a que pretende recorrer são as mais limitadas desde o ponto de vista intelectual.

  1. “Fahrenheit 451” de Ray Bradbury

O título desta novela faz referência a temperatura na qual se incendeia o papel dos livros. De fato, se trata de uma obro distópica que desenrola em um futuro em que não existem livros. O protagonista, Montag, é um bombeiro que se encarrega de queimar livros em que o governo crê que a leitura angustia os cidadãos e fazem com que provoque perguntas inoportunas. Seu objetivo é fazer com que a população seja feliz e para isso deve acabar com os livros. Como seria uma sociedade assim? Esta obra nos oferece algumas respostas aterradoras se formos capazes de encontrar alguma semelhança com o presente.

  1. “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago

Um belo dia uma estranho fenômeno cai sobre a humanidade. Todos perdem a visão. Como se planejam para sobreviver? Se ajudarão uns aos outros ou se instaurará a mais brutal luta pela sobrevivência? Se somente uma pessoa pudesse ver, o que faria? Estas e outras perguntas vão sendo respondidas nas páginas deste livro enquanto o escritor vai mostrando o véu sobre o pior da natureza humana. É uma excelente alegoria, de fato o próprio Saramago explicou: “Creio que não ficamos cegos, creio que somos. Cegos que veem, cegos que vendo, não veem”.

  1. “O senhor das Moscas” de William Golding-O-Senhor-das-Moscas-William-Golding

Quando este livro foi publicado, praticamente passou despercebido para depois se converter em um bestseller, e ainda hoje segue mantendo sua validade. A novela faz referência a um pequeno grupo em uma ilha deserta. Então se vê obrigado a sobreviver sem a autoridade de um adulto. Como vão fazer? Que tipo de organização social implantarão? Pouco a pouco começam a aflorar os instintos mais brutais da natureza humana.

  1. “O Doador” de Lois Lowry
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Ambientada em uma sociedade futurista, a novela narra a vida de Jonas, em um mundo aparentemente ideal onde todos se sentem satisfeitos. Sem embargo, para conseguir, eles tiveram de excluir as lembranças do passado da humanidade e negar muitas emoções. À medida que este adolescente, cuja missão é guardar as recordações, vai se aprofundando nelas, se dá conta do quão é terrível e superficial uma sociedade sem emoções.

  1. “O Estrangeiro” de Albert Camusimage

Esta novela explora a nudez moral e emocional da humanidade quando esta se vê obrigada a enfrentar-se diante de uma realidade absurda dos demais. O protagonista, Meursault, é uma pessoa que vive com uma atitude indiferente e comete um crime, porém não sente pena nem arrependimento. Essa extraordinária apatia diante da sua existência, inclusive ante a sua própria morte contagia o leitor que começa a prever como seria uma sociedade em que se potencializa os sentimentos de alienação e anonimato.

  1. “O Escafandro e a borboleta” de Jean-Dominique BaubyOescafandroeaBorboleta_thumb1

Eu não quis terminar esta lista desejando um amargo sabor na boca, já que se trata de leituras muito “intensas” que às vezes tomam uma natureza pessimista. Este livro também é uma leitura intensa, mas em outro sentido, já que está direcionado a que aprendamos a valorizar e agradecer cada uma das pequenas coisas que temos e que às vezes não desfrutamos o suficiente. A novela autobiográfica narra, sem artifícios sentimentais, a vida de Jean-Dominique Bauby, que aos 43 anos sofre um derrame cerebral e, ao voltar do coma, descobre que está totalmente paralisado, e que só pode mover seu olho esquerdo. Assim, mediante um código, foi possível ditar este curto livro que, na realidade, é uma preciosa ode à vida e ao desfrute de cada momento, de forma consciente e plena.

Texto da psicóloga Jennifer Delgado

TEXTO DEJennifer Delgado
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