Como explicar política e corrupção às crianças? – Por Ruth Rocha

Tudo começa em uma cidade chamada Egôlandia

Não “tão tão” distante assim… a escritora paulista Ruth Rocha especializada em literatura infantil e inspirada por Monteiro Lobato, publicou em 1989 um de seus exemplares mais vendidos: “Uma história de Rabos presos” que mistura política e questões sociais.

Em Egolândia, o prefeito Egomeu consegue se eleger graças a “parceria” com o Coronel Eurico que paga alguns milhares de camisas para a campanha. Em troca o prefeito abriu uma estrada para atender as terras do Coronel que passaram a valorizar cada vez mais.

Só que os favores não pararam por aí e as pessoas começaram a nascer com rabos presos. E os rabos vão se multiplicando e se enroscando uns aos outros mostrando que afinal, todo mundo tem alguns “favorzinhos” pendentes.

Ruth Rocha passeia entre as estruturas do governo brasileiro: Executivo, legislativo e judiciário, e demonstra como a influência e o poder de pessoas diretamente ligadas ao governo em seus diversos âmbitos, prejudicam e levam a política brasileira (e não só) a um estado de emergência (calamidade).

Sem entrar em méritos partidários, o livro é sem dúvida, uma opção para ensinar as crianças e adolescentes sobre a realidade da política, sobre corrupção e como nossos atos podem trazer consequências em grande escala.

Do nascimento até os 6, 7 anos as crianças passam por uma fase de intensa formação física e psicossocial. Exigindo dos pais e educadores tempo e preocupação com as informações e ideias em que as crianças estão submetidas.

Temperado com muita sinceridade e ironia, “Uma história de rabos presos” é uma boa indicação de conteúdo infato junvenil.

Os leitores mais místicos diriam que é uma profecia de Ruth Rocha, mas é na verdade uma leitura “singela” dos bastidores da política nacional.

Se nossas crianças são o futuro da nação, que preparemos nosso futuro com amor, carinho e boa literatura. O que nos leva também, a pensar no poder do exercício da cidadania, que sempre esteve nas mãos do povo, mesmo não parecendo!

 

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