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Porque acreditar no amor é acreditar em si mesma

Viktor Bellafont

Lembra da vez que você estava estatelada no chão frio? A água batia no piso com violência, mas não a do chuveiro, a de suas lágrimas. Faziam um eco enorme em sua mente, te dizendo o quanto você era fraca, nunca boa o bastante. Lembra da vez que você jurou nunca amar novamente? Então, aquele dia foi o seu verdadeiro e único funeral.

Uma mulher de coração negro onde nenhuma chama de paixão possa nascer, é a verdadeira morte da alma, e você deixou com que aquele pensamento te contaminasse, e te deixasse doente. E a resposta de tudo isso? Uma tremenda baixa estima, tão baixa que faria do núcleo da terra, algo muito alto. Não adianta falar que o outro a destruiu, pois seu verdadeiro carrasco sempre foi você.

Você poderia ter se erguido, e acreditado mais um pouco em sua força, mas você jogou a toalha cedo demais. Olhou para dentro do seu peito, e não encontrou nada, não encontrou o principal, amor próprio. Até que se culpou por anos e anos, mas como dizem, tudo que tem inicio tem um fim. Parece que o universo conspirou ao seu favor, e outra chance lhe foi dada. Parece que sua solidão não está te matando mais.

Você aprendeu a semear amor próprio em você, agora ele começa a dar frutos e como uma boa jardineira, você cuida desse belo jardim, que há anos não via a luz do sol. Mas como? Você apenas se lembrou de uma verdade há muito tempo escondida, que um erro do passado não fala sobre seu caráter hoje, afinal, a mulher de terça, não é a mesma da de quinta, ela tende a se transformar como as fases da lua, e da mesma forma que as estações matam o velho para trazer o novo, você o faz, lapidando suas imperfeições, engraxando suas perfeições. Sempre pronta para evoluir um pouco mais e acreditar no amor, pelo bem maior da sua alma. Mulheres que lutam para serem quem realmente são, e ainda, manterem um relacionamento, são mais comuns do que parece.

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Viktor Bellafont
Viktor Bellafont é escritor em tempo integral, autor do romance O Sumiço do Meu Namorado, e empreendedor. Ele vive em Sertãozinho, São Paulo, onde escreve desde criança, e possui um vício particular por açaí.

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