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Espelho espelho meu: eu honro minha verdade, meu destino e o meu novo eu

Viktor Bellafont

Quantas vezes você se sentiu envergonhada por ser quem realmente é? Quantas vezes você ficou calada por ter medo de dar sua opinião? Foram nesses momentos que você guardou todo o seu melhor. Dentro de um porão escuro e solitário, lá você guardou sua luz.

Pura tolice. Pois não se guarda o sol no porão. Ele precisa brilhar. Brilhar lá fora. Ser você mesma é uma arte que pode ser alcançada com poucos passos. E mais importante do que ser quem você realmente é, seria o fato de você esconder todo o seu tesouro tão fundo, mas tão fundo… ao ponto de você cometer o erro de esconder partes preciosas suas. E esquecê-las lá.

Porque na infância lhe disseram que não era o certo a se fazer. Na adolescência lhe julgaram por tentar fazê-lo, e aos poucos, você cansou de tentar. Escondeu à sete chaves toda sua verdade, e talentos naturais, dentro de um baú. Um baú que só você sabe que existe, e o que mais você deseja, é abri-lo. Deixando com que, tanto o mal quanto o bem, voassem livres. Como a famosa caixa de Pandora.

Não há porque se envergonhar do seu brilho. Pelo contrário, honre essa luz. Doa a quem doer. Essa é você, com todos seus defeitos, qualidades, um universo infinito, essa é você. Uma espécie de deusa, há muito tempo renegada apenas como uma mera camponesa. Mas você sabia, sabia que não era tão comum quanto as outras. Todo seu poder calado, dormia dentro daquela sala escura. E agora, você tomou coragem para fazer essa faxina, e trazer o seu melhor para a luz.

Agora, todos podem ver sua verdadeira face. Muitos se afastam por não suportarem uma mulher que é dona de si mesma. Já outros, chegam mais perto deslumbrados por tamanha beleza e confiança. Sim, sua capa negra onde traumas, receios, e medos, agora se estende ao seu redor. Você a veste como um manto, um manto de vitória e conquista. Conquista sobre o medo de ser julgada. Não, você não o tem mais.

A coroa sobre a sua cabeça, ornada de cristais vermelhos, é o sangue de cada ferida que você conseguiu superar. Afinal, todas as suas jóias possuem um tom de dor, mas também um brilho inebriante de esperança. Atrelados como um paradoxo, você reina sobre eles.

Traga toda sua identidade para a luz. Sim, como um último ato. Pois mesmo que você errar, verá que seus erros são apenas obstáculos diante de um acerto iminente.

Espelho espelho meu: eu honro minha verdade, meu destino, meu novo eu.

Mulheres que lutam para serem quem realmente são, e ainda, manterem um relacionamento, são mais comuns do que parece.

Sarah é uma delas, no romântico conto Meu Primeiro e Único Amor 

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Viktor Bellafont
Viktor Bellafont é escritor em tempo integral, autor do romance O Sumiço do Meu Namorado, e empreendedor. Ele vive em Sertãozinho, São Paulo, onde escreve desde criança, e possui um vício particular por açaí.

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