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10 estratégias políticas usadas para manipular as massas

Conheça algumas das muitas estratégias políticas usadas para manipular as massas. Nossa percepção foi inspirada a partir dos pensamentos dos filósofos Noam Chomsky e Theodor Adorno:

1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas nas políticas econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter dispersa a atenção do público e longe dos problemas sociais. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar” (Citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas).

2. Criar problemas e, depois, oferecer soluções. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, com o objetivo de que este sinta-se como se fosse o mandante das medidas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público perceba a necessidade de leis de segurança. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a sua aceitação como um mal menor do que o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos.

4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária” para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando o momento chegar.

5. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, temores, compulsões ou induzir comportamentos.

6.Tratar adultos de modo infantilizado. Por quê? Porque se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, provavelmente, ela terá uma reação desprovida de um sentido crítico. Tema bastante enfatizado na obra, “Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas” de Noam Chomsky.

7. Manter o público na ignorância. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja impossível de alcançar”. Noam Chomsky

8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça devido o seu precário discernimento. E também por falta de capacidade ou de esforços em buscar mais informações. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo efeito é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada e outras ciências, o “sistema” desfruta de um conhecimento avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conhece melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

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