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Eu aprendi que…

Thiana Furtado

Eu aprendi que, se sinto saudades, precisarei saciá-la, e para saná-la, precisarei dar meu braço a torcer e procurar pelo alvo de meu afeto, indo em busca de compartilhar meu universo multicolorido com outro alguém. Eu aprendi que, se sinto fome e não tenho o que comer, precisarei me virar nos trinta para ir em busca de alimento, pois sei que isso é vitalidade e algo fundamental para mim. Eu aprendi que a fome da alma é diferente da fome do corpo, pois a fome da alma é o desejo incontido de tudo aquilo que insisto em esconder de mim mesma, e que para alimentar minha alma precisarei de coragem para despir-me e desnudar meus sentidos, indo em busca de realizações verdadeiras, para que tudo aquilo que transbordo e acredito existir, possa emergir brotando das contingências arraigadas de mim.

Eu aprendi que preciso ser lúcida, se meu desejo for enxergar as nuances da vida com clareza. Que rarefeito é o ar que assombra minhas incongruências humanamente sentidas e despidas. Que meus desafetos são rasos, se comparados à profundidade de meus tesouros adormecidos, mas que serão purificados nos arredores dos que se acercam dos prenúncios de meus confins.

Eu aprendi que preciso regozijar minhas esperanças, se o que pretendo for alcançar metas de longos e seguros alcances. Pois a arte de esperançar deve ser a medida exata de tudo aquilo que insisto em acreditar, para poder no dia seguinte, novamente sonhar.

Doces serão os sonhos daqueles que insistem em crer que o novo dia surgirá inebriante, como pétalas seguras que desabrocham em lençóis emaranhados e inebriados de anunciações vindouras. Louco é quem deixa de acreditar na vida, dando por encerrado o espetáculo do tempo, porque se cansou de acreditar que as coisas insistem em voltar a acontecer, como um grande cenário que nos saúda em nossas atribuladas tarefas cotidianas.

Aprendi e aprendo todos os dias que a vida é curta, mas que ela chegará diariamente contando-me novidades, e satisfazendo o ímpeto de minhas vontades e equidades. Linda é a existência que chega de mansinho, nos cobrindo de carinho, só pra deixar claro que por trás daquela nuvem negra, se esconde o sol que brilha poeticamente, pra que jamais duvidemos que ele retornará todos os dias, abrilhantando olhares e nos saudando com a majestosidade de quem com infinitas asas nos presenteia todas as manhãs.

Após seu espetáculo, nos olhará assim, meio de lado, já indo embora, nos deixando um gostinho de valeu a pena, e sussurrando baixinho em nossos ouvidos, nos dirá, placidamente: amanhã estarei aqui, brilhando pra você, novamente. Acredite e faça parte da vida, pois a vida é muito grande para ser desmerecida. Brindemos à vida, saudemos o brilho do sol, abençoemos o tempo, e enderecemos bem os nossos sentimentos.

O espetáculo da natureza é a suave demonstração de que esse ciclo, assim como você, jamais pode parar pra estacionar. Mas, se o cansaço chegar, basta o coração eternizar, pra que no dia seguinte, voltemos novamente a amar, para que nunca deixemos de acreditar.

“Viver é acalentar sonhos e esperanças, fazendo da fé a nossa inspiração maior. É buscar nas pequenas coisas, um grande motivo para ser feliz!”. Mario Quintana

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Thiana Furtado
O mundo é o ponto de encontro dos desligados. Dos desarranjos nascem flores, é assim que defino as coisas que me refletem. Escrevo com adoração, refletindo um coração que pulsa uníssono no compasso da dança, do equilibrar de gerações que desabrocham um universo multicolorido, recheado de verdades transbordantes.

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