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“Vivenciei, por oito anos, um relacionamento tóxico. Do tipo de casal que se agride física e verbalmente na frente dos filhos. Eu, claro, mais fraca, levava a pior. E depois de uma fratura na coluna e um tentativa de suicídio, decidi por um fim naquilo. Contudo, as sequelas foram muito além das três hérnias de disco e problemas cardíacos, meu emocional estava intoxicado também. Para as feridas do corpo há soluções à venda nas farmácias e alguns paliativos do tipo: do in, acupuntura, hidroginástica, corrida, musculação…Mas para as intoxicações emocionais não há drogas que deem jeito. Estas podem aliviar o stress, a sensação de angustia e lhe fazer ‘dormir’. Mas esse ‘dormir’ é como, no meu modo pensar, se você desligasse o seu celular que está apenas com 2% de bateria para economizar, contudo, quando você o ligar novamente, ele ainda estará só com 2% de bateria. Eu não poderia conceber a ideia de ir “dormir” só com 2% de bateria.

Eu precisa recarregar primeiro. Mas como, se o meu cérebro havia parado de produzir serotonina e endorfina(hormônios da felicidade)? Então fui conversar com o meu cardiologista e ele, depois de eu confessar algumas das terríveis sensações que estavam me ocorrendo, disse-me que eu estava com Síndrome do Pânico e me encaminhou para um psiquiatra.

Ora, eu tinha uma missão: estimular o meu cérebro a produzir os tais hormônios da felicidade. E mais surpreendente disso é que o meu psiquiatra não me receitou drogas. Receitou-me o riso. Nessa hora a gente fica besta e pensa que o médico é um ignorante, não é mesmo? Como é que a gente vai sorrir se o cérebro parou de produzir os hormônios que fazem a gente ri? Depois dessa pergunta, ele disse-me:’Eu não vou lhe passar remédios, vou lhe prescrever sorrisos. É só disso que você precisa. Agora vá para casa e comece o seu tratamento. Vou marcar o seu retorno para daqui um mês, mas é só para lhe dar alta’.

Eu tive sorte. Foi um desafio e tanto. Mas eu compreendi que talvez aquele médico tivesse enxergado a minha latente obstinação pela alegria de viver. Em meus experimentos com o riso descobri que a gente não ri porque é feliz. A gente é feliz porque ri. Se você sorrir, ficará feliz. O cérebro é burro, é mecânico. Quando você sorri, mesmo que seja uma gargalhada falsa, ele pensa que é de verdade e aí começa a produzir serotonina e endorfina. Ria de si mesma, de suas dores, de seus medos…Alugue filmes idiotas, assista vídeos de crianças sorrindo e de cães e gatos… Não importa o que você fará para sorrir, contando que sorria.

Depois que eu descobri que o riso faz bem a saúdes físicas e emocionais; que embeleza, vitaliza e perfuma, nunca mais saí de casa sem passar uma generosa porção nos lábios e outra nos olhos, mas não antes de borrifá-la nos cabelos”. Clara Dawn

Para fortalecer, de modo emérito, o que eu fiz, selecionei alguns estudos que sugerem os benefícios do riso. Veja 6 deles

1 – Sorrir faz bem ao sistema imunológico:

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“O simples esboçar de um sorriso ou uma gargalhada estimulam o cérebro a produzir endorfinas, substâncias químicas com poder analgésico. Elas proporcionam uma enorme sensação de bem-estar. Além disso, as endorfinas estimulam o sistema imunológico contra reações alérgicas, bactérias e vírus; protegem o aparelho circulatório contra enfartes e derrames; ajudam a melhorar a pressão arterial, ampliam a capacidade respiratória e promovem uma ação antienvelhecimento”. Dr. Eduardo Lambert

2 – Faz bem ao coração:

2Uma pesquisa na Universidade de Loma Linda, na Califórnia (EUA), afirma que o riso pode reduzir o risco de doenças cardíacas.equipe separou dois grupos de pessoas que tinham sofrido um ataque cardíaco e estavam sob cuidados médicos. O primeiro grupo assistia a vídeos de humor durante

20 minutos, todos os dias. Após um ano, esse grupo apresentou uma queda de 66% da proteína C-reativa, que é um marcador da inflamação e do risco de problemas cardiovasculares. A queda dessa substância no outro grupo foi de apenas 26%. Como conclusão, as pessoas que riram mais tiveram o risco de problemas cardíacos reduzido significativamente.

3 – Ajuda no controle do colesterol e diabetes:

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Dar boas risadas pode aumentar os níveis de colesterol bom no sangue, de acordo com uma pesquisa realizada na Universidade Loma Linda. Os pesquisadores acompanharam 20 pacientes diabéticos com altas taxas de colesterol ruim no sangue. Todos usavam remédios para controlar esses problemas. Metade desses pacientes continuou com o tratamento padrão, enquanto a outra metade, além de tomar a medicação, assistia a filmes de comédia diariamente, durante 30 minutos. Após um ano, o grupo que foi estimulado a gargalhar elevou seus níveis de HDL, o bom colesterol, em até 26%. No grupo de controle o aumento foi de apenas 3%.

4 – Porque sorrir é contagioso e faz bem aos pulmões:

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De acordo com a especialista em terapia do riso Conceição Trucom, dona do site Doce Limão, quando damos uma boa gargalhada, a absorção de oxigênio pelos pulmões aumenta. Inalamos mais ar e, com isso, a expiração também fica mais forte. “Com maior ventilação pulmonar, o excesso de dióxido de carbono e vapores residuais é rapidamente eliminado, promovendo uma limpeza ou desintoxicação”. Ou seja, rir limpa os seus pulmões e ainda os deixa mais fortes. O sorriso, além de trazer todos os benefícios mencionados, também é capaz de nos aproximar das pessoas conhecidas e aumentar as chances de fazer novas amizades. Afinal, ele não deixa de ser uma forma de comunicação. Sorrir faz parte das relações sociais e compartilhá-lo faz bem a você a ao próximo!

5 – Combate as rugas:

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Ao dar boas risadas, nós movimentamos 12 músculos faciais e, ao dar gargalhadas, movimentamos 24 desses músculos. Quando conversamos e gargalhamos ao mesmo tempo, então, são 84 músculos. Todo esse exercício facial estica a pele, retardando o aparecimento de rugas.

6 – Melhora a autoestima 6

“O sorriso melhora o bom humor, eleva a autoestima te deixa mais seguro”, diz a psicóloga Melina Blanco Amarins, do Hospital Albert Einstein. Ela afirma que a Terapia do Riso nos hospitais é capaz levantar o alto astral do paciente e diminuir o sofrimento da internação, deixando-o mais confiante.  A psicóloga Fátima conta que o sorriso traz uma série de sensações agradáveis e ajuda a eliminar sensações negativas, como tristeza e, até mesmo, depressão.  (Fonte)

 

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Clara Dawn
Psicopedagoga e escritora. Como psicopedagoga é autora do projeto: "A drogadição na infância e adolescência numa perspectiva preventiva aos transtornos mentais e ao suicídio". Como escritora já publicou 7 livros. Dentre eles: O Cortador de Hóstias (Romance), Alétheia(Romance) e Sófia Búlgara e Tabuleiro da Morte (Crônicas de prosa poética). Clara Dawn também produtora de conteúdo da marca Raízes Jornalismo Cultural.




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