Religião e Brasilidade: Incoerente Realidade e Discriminação Histórica

A livre expressão é garantida pela nossa Constituição Federal. A manifestação religiosa ou a prática e ou culto também.  O  Estado Laico também está assegurado, assim como a separação entre Religião e Política.

Faz-se necessário uma breve contextualização histórico-social para o entendimento da nossa religiosa “brasilidade”, manchada por imposições culturais e marginalizações de minorias. O Brasil é o país mais católico do mundo. Herança portuguesa, que veio de caravela,  junto a moralidade cristã, intolerante e genocida. Assim como a colonização portuguesa foi responsável pela catequismo indígena (povo desprovido de moral, pervertidos e antropofágicos), vale ressaltar da indiferença étnico cultural apresentada ao classificar diferentes etnias por uma única nomenclatura: índios.

A partir do século XVI deu-se início mais triste e perversa história luso-brasileira: A extradição, o cárcere, e tráfego de negros africanos via navios “negreiros”. Nove milhões de africanos foram retirados de suas terras natais, trancafiados, e forçados ao trabalho laboral escravo. Ressalta-se que as diversidade étnicas não foram respeitadas: Etnias com costumes, culturas e religiões diferentes foram obrigadas a misturar-se nesse trajeto suicida, responsável pela morte de dois terços dos negros escravizados.

Em determinado momento surgiu-se a necessidade de conciliar as religiões de matizes africanas com o cristianismo pregoado no Brasil: Desse sincretismo religioso surgiu as religiões afro-brasileiras. Percebe-se também a origem do preconceito: De religião marginal a caracterizada como de “preto, pobre e macumbeiro”, descontextualizando o uso e expressão da palavra africana  M-A-C-U-M-B-A.

Encontramos outro paradoxo no uso inadvertido da religiosidade e Política:  Da bancada evangélica ao uso indiscriminado de líderes religiosos e de suas representatividades para a obtenção de cargos eleitorais. E sem entrar nos desméritos e mau uso de concessões de conglomerados de TV para arrecadação de votos e o não pagamento de tributos.

Iluminando-se essa injustificável situação, temos meios de controle e regulação da liberdade e livre expressão religiosa. Resta-nos acabar com a desinformação e, oriundas desta, atitudes preconceituosas, responsáveis por perpetuar com aquilo que matou milhares e  hoje é o responsável por uma denúncia a cada três dias: o Preconceito.

Sugestão de leitura:

Livro: Brasil: uma biografia

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João Moreno
João Moreno é escritor, estudante de Jornalismo e aspirante a maior colecionador de livros do mundo. Faz caras e bocas tendenciosas de um obsessivo-compulsivo... mas, no fundo, é só paixão mesmo, por sua Bruúh Nunis, por fisiculturismo e, é claro, por livros e bichos de estimação.




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