Leymah Gbowee: “Não pense em ir para África realizar mudanças, comece-as em sua casa”

A ativista liberiana Leymah Gbowee, uma das três laureadas com o Prêmio Nobel da Paz, foi a fundadora de um movimento pacífico que ajudou a terminar a segunda guerra civil na Libéria em 2003. Dentre as ações de Leymah, a mais marcante foi uma “greve de sexo” que liderou. Lançada em 2002, essa iniciativa original levou as liberianas de todas as confissões religiosas a negar sexo aos homens até que cessassem os combates, o que obrigou Charles Taylor, ex-chefe de guerra convertido em presidente, a associá-las às negociações de paz.

No vídeo abaixo, Leymah discorre sobre o desejo todos nós temos em ‘mudar o mundo’. Fala sobre o que observa quando viaja pelo mundo, inclusive no Brasil, para tratar da paz, da miséria, da desigualdade. Gbowee diz que seus olhos não enxergam a bela arquitetura, mas sim a dificuldade daqueles que não podem existir dentro desta paisagem. A Nobel da Paz também afirma que não é necessário viajar o mundo para fazer com que os excluídos voltem a se sentir humanos. Vale a pena assistir a este trecho de 2min23seg.

Contra os demônios da guerra, Leymah Roberta Gbowee chamou as mulheres a orar pela paz, sem distinção de religião e frequentemente vestidas de branco.

O movimento foi crescendo durante o conflito, até culminar na greve de sexo, obrigando o regime de Charles Taylor a integrá-las às negociações de paz.

Leymah Gbowee “é mais que valente. Desafiou a ‘tempestade’ Charles Taylor e o obrigou a se voltar à paz quando a maioria de nós, os homens, fugimos para salvar nossas vidas”, disse Nathan Jacobs, funcionário de 45 anos.

Em dezembro de 1989, depois de iniciar uma rebelião contra o presidente liberiano Samuel Doe, Charles Taylor se apoderou em poucos meses da quase totalidade do país e tornou-se presidente em 1997.

Enfrentando uma revolta armada, ele se viu obrigado a deixar o poder em 2003, sob a pressão da rebelião e da comunidade internacional.

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