Ânimo sempre, desculpas jamais

Para fazer algo útil devemos ir ao encontro dos desafios. Com a cara e a coragem que Deus nos deu. O mundo tem necessidade de homens e mulheres que encontram razões para fazer o que preciso for e completar o serviço. Deter-se quando as dificuldades aparecem não é uma decisão sábia. As dificuldades podem se apresentar multifacetadas; com máscaras, às vezes, indefiníveis. A tarefa será retirar uma a uma até conhecermos o que nos impede de prosseguirmos. Ora, somos seres dotados de amor, inteligência e… vontade. Pensando assim, o resumo desta introdução fica mais claro: sempre encontrar motivos para fazer e, jamais, desculpas para não fazer. Querer, portanto, é buscar a motivação para fazer tudo bem feito. A cultura popular ensina que “Quem quer vai, quem não quer manda recado”.

Então, a melhor forma talvez seja aprumar o corpo, limpar a alma da impureza das emoções do mundo e seguir em frente. Haverá sempre uma recompensa ao fim do trabalho. Mesmo que seja pelo simples prazer de enfrentar obstáculos e cumprir a obrigação, o outro lado do arco-íris guarda um pote de riqueza para quem cumpre o seu papel. Lembro, porém, que, aqui, a palavra riqueza tem conotação mais ampla do que no dicionário: fortuna de amores, fartura de amigos, abundância de saúde, nobreza de espírito, tranquilidade mental e paz; todas as riquezas da vida.

Se nossos olhos veem o mundo de cabeça para baixo, nossa vontade endireita-o para sermos precisos e atingir o alvo. Isso pode ser uma metáfora ou não. Posso citar um monte de pensadores até achar uma explicação filosófica ao mal que aflige o homem que está sempre a criar motivos imaginários para o não fazer. O caminho para sairmos da zona de conforto da nossa mente está dentro de nós mesmos. Sócrates resumiu essa questão dizendo que o homem se realiza quando mergulha dentro de si. Eu completo: …e se anima em praticar já.
Vamos fazer agora? Pensemos mais longe: a roda que gira o mundo quer que a nossa decisão seja rápida e firme; hoje, sem rodear o toco. A correnteza leva as águas para longe; nunca voltam. Da mesma sorte são os dias e as oportunidades perdidos. O tempo desperdiçado pela indecisão é um desperdício inominável. Grandes resultados são produzidos por pequenos esforços diários e constantes.Moral dessa pequena história: ânimo sempre, desculpas jamais.

TEXTO DEDoracino Naves
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Doracino Naves
Jornalista, diretor e apresentador do Programa Raízes Jornalismo Cultural.




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