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Natal: “É um crime estimular a emoção das crianças para um consumo desenfreado”

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Na época de Natal, o consumismo se torna algo muito perigoso. A mídia exaustivamente aproveita essa época para incentivar a comprar, comprar, comprar. Hoje as crianças não se contentam apenas com um presente pedido ao Papai Noel, mas fazem listas de brinquedos enormes e se frustram quando não recebem. E é justamente nessa época do ano que vemos as grandes diferenças entre as famílias. Muitas não têm sequer o que comer e outras se esbanjam em coisas supérfluas.

Como formar valores nas crianças no Natal

O psiquiatra e escritor Augusto Cury escreveu: “É um crime estimular a emoção das crianças para um consumo desenfreado. Elas têm pouco filtro intelectual, reagem sem pensar. Têm, portanto, uma capacidade de escolha em formação. Crianças e pré-adolescentes precisam ter infância e consumir mais alegria, aventuras, desafios, e menos produtos. Empresas, inclusive programas infantis, que massacram as crianças para consumir, têm uma dívida impagável com a humanidade. As publicidades  são registradas inconscientemente em frações de segundos pelo fenômeno RAM (registro automático da memória), formando uma janela no córtex cerebral que contém não apenas o produto, mas as benesses a ele associadas. Desse modo, gera-se uma mensagem subliminar, que faz com que o consumidor, ao ver ou pensar no produto, detone o gatilho da memória, abrindo a janela que gera o desejo instantâneo de possuir não apenas o produto, mas também o prazer, ainda que falso, a ele vinculado”.

A doação e preocupação com o próximo deve ser ensinado às crianças desde cedo, inclusive durante o Natal.

Preparar sacolinhas de roupas, calçados, brinquedos e guloseimas para crianças carentes é uma forma de ensinar as crianças o verdadeiro sentido do Natal.

No começo não será fácil para a criança entender que entramos nas lojas para comprar algo que não seja para ela, mas é importante conversar e mostrar que não é só ela que gosta de brincar. Ela acabará aceitando e ainda ajudará a escolher os presentes.

A época do Natal é uma oportunidade muito importante para os pais ensinarem seus filhos sobre os prejuízos que envolvem o consumismo exagerado.

Até mesmo na hora na montagem da árvore de Natal e do presépio, são momentos importantes de ensino, explicando cada significado de cada enfeite e personagens da árvore e do presépio. Nessa hora, cabe aos pais ensinarem até mesmo as crianças menores, que a árvore não está ali apenas para que os presentes sejam colocados embaixo dela.

Não é preciso passar valores negativos em relação aos presentes

Muito pelo contrário, a troca de presentes mostra o valor da confraternização, da troca de carinho e amor. Os pais podem até mesmo fazer lembrancinhas com os filhos para entregarem aos familiares.

O ensino em dividir e doar vai mostrar à criança a importância em prestar atenção ao sentimento e dores de outras pessoas, no respeito aos idosos e aos animais de estimação. A criança que aprende valores torna-se multiplicadora potencial para um mundo cada vez melhor.

“As agências de publicidade  deveriam estudar o processo de construção dos pensamentos e a teoria das janelas da memória para exercer um marketing consciente e sustentável. O marketing que incentiva e respeita a capacidade de escolha produz mentes livres e emoção saudável. O marketing apelativo produz servos”. Augusto Cury

Extraído de Guia Infantil

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