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É hora de perdoar a si mesmo

Os erros são companheiros inseparáveis da vida.  Professores sábios se empenham em aprender com os erros. De acordo com a perspectiva que damos aos acontecimentos o erro pode ser uma chance de sucesso, uma experiência de sofrimento ou um episódio significativo em nossas vidas.

A atitude que adotamos para com os nossos erros é a mais importante.

O sofrimento resultante de cometer um erro pode exercer grande influência sobre nós. Mas quem é o personagem principal que nos faz sentir tão mal quando nós erramos? O nome deste sujeito é: O crítico interno.

O crítico interno

Lembra-se daquela voz que vem de dentro e que se dedica a julgar a forma como você age, como você pensa ou sente? Esta voz não fala alto, fala baixinho. Mas mesmo o seu sussurro causa efeitos incríveis.  A certeza que temos é a de que as consequências de ouvi-la são gigantes.

Bem, nós já apresentamos essa personagem que habita em nós. Em alguns casos ela atua como o principal protagonista de suas vidas e em outros como um mero ator coadjuvante: O nome dele pode ser decisivo. O Crítico interno é um nome familiar, acompanha-nos dia e noite, até nos sonhos.

O crítico interno são todas essas demandas e culpas que sussurramos a nós mesmos em pensamento.

Essas vozes dizem assim: “Você não deveria ter dito isso”. “Eu não vou fazer isso porque não tenho as habilidades necessárias”, “Nada vou conseguir”, “Eu sou incompetente, então ninguém vai querer  trabalhar comigo”. Estes são apenas alguns exemplos de o que nos diz o nosso crítico interno com ares de superioridade infalível.

A esta voz costumamos dar o poder que pode complicar a nossa saúde emocional se a gente não colocar nela os freios necessários. À esta voz nada é suficientemente bem feito, mesmo se colocarmos todo o nosso esforço para isso. Basta abrir os ouvidos para ela nos avisar que devemos nos desviar daquilo que sabemos que é correto.

A forma como falamos depende da qualidade de nossos pensamentos

Se tivéssemos de dar forma ao crítico interno que se manifesta pela inconveniente voz criaríamos mentalmente um monstro com olhos grandes que se coloca face a face conosco, ameaçando não fazer o que pensamos com o argumento de que vamos cometer um erro, nos induzindo à culpa como se o crítico interno fosse um exigente e insensível professor.

 Origens do crítico interno

Esta voz impertinente surge a partir de experiências anteriores relacionadas com a nossa educação ou a situações que

temos vivido ou presenciado. Essas experiências mal acostumadas nos alertam de que nunca fazemos as coisas direito. E a voz geralmente é a crítica internalizada que se torna um padrão habitual de nossos pensamentos.

Elas nos ensinam o valor da exigência, do esforço e do empenho, mas esquece de transmitir que nem tudo pode ser perfeito. O mundo não é preto ou branco, é cheio de cinza e outras cores, isso deve ser visto de modo consciente. A busca da perfeição nos faz persistir, mas também nos torna ansiosos e estressados. E se não conseguimos mergulhamos  em culpa e frustração.

Para o crítico interno só existe um jeito “certo” com base em que poderemos voltar a sofrer lembrando as recordações das experiências que nos frustraram antes.  No fundo a intenção do crítico interior não é ruim, visto que foi formado para nos proteger de críticas, rejeição, vergonha e condenação. O problema é o autoritarismo da voz interna que se comunica por intermédio do medo, da ameaça e do desprezo.

Além disso,  a credibilidade que você dá a ela torna-a insubstituível a nossa forma habitual de pensar. Mas tão importante como aprender quando formos afetados é refletir objetivamente sobre o nosso futuro quando nós falhamos ou cometemos um erro.

O erro não nos ajuda a avançar com segurança, mas corremos o risco de que ele substitua o medo.

Como devemos nos relacionar com o nosso crítico interior?

Como observamos antes, nosso crítico interior vai emergir com o recado de que estamos errados. Com este sentimento nos sentimos com a aparência de desprezados e culpados.  E esse crítico interior ataca a nossa autoestima e surge nos momentos em que estamos mais vulneráveis.

Até agora aprendemos que a voz interior comanda e nós obedecemos sem questionar. Nos sentimos como vítimas e carrascos ao mesmo tempo. Mas como fazer para destruir o poder maléfico do crítico interno?

Primeiro, tenha em mente que o crítico cresceu com você e foi instalado com a sua mentalidade para cuidar de você. Então, você deve identificar e decodificar cada mensagem sussurrada ao seu ouvido e estabelecer limites para aceitar ou não o que vem como um fosse um ‘sexto-sentido’, e saber quando o sinal de alarme é falso.

Em vez de dar-lhe credibilidade questione o crítico interno embora deva tratá-lo com empatia e respeito. A maneira dele se relacionar com você é de fundamental importância, pois é a única coisa que foi ensinado a ele. Mas isso não significa que você lhe ensinou outras maneiras de fazer as coisas, especialmente fazer você se sentir inseguro para dar um passo. Deixe-o saber que não há flexibilidade além-rigidez e que há muitas maneiras de interpretar o que nos acontece.

Mostre-lhe que a crítica ao erro lhe fere e que a partir de agora a sensatez é prioridade para a sua saúde emocional.

Texto de Gema Sánchez Cuevas, psicóloga e professora, publicado originalmente em La Mente es Maravillosa –  Tradução e adaptação: Portal Raízes – Os Direitos Autorais no Brasil são regulamentados pela Lei 9.610 . A violação destes direitos está prevista no artigo 184 do Código Penal. Este artigo pode ser publicado em outros sites, sem prévia autorização, desde que citando o autor e a fonte.

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