Photo by Lisa Holloway

A poderosa conexão do Universo em prol daqueles que acreditam no amor

Há uma poderosa conexão em tudo que pulsa no Universo. Cada um de nós, matéria ou espírito, somos uma parte imantável da rede Universal.  O fio condutor da vida une desde um pequeno  grão de areia ao maior corpo celeste.  Um átomo, um animal, e o homem são dotados de um mesmo princípio vital que deu origem às galáxias; todos vieram da mesma fonte Criadora. O mundo gira em torno de uma Causa abissal e um insondável mistério a quem as escolas místicas chamam de sabedoria. Um grão de mostarda guarda uma sabedoria ancestral. Quando  uma semente cai na terra, não sabe como ela cresce, se transforma numa árvore com as características da sua origem.

Do mesmo modo vemos o crescimento de uma ideia embrionia que se desenvolve em seu próprio plano, com um algoritmo a se manifestar com a lógica do seu coração. O caminho que essa ideia percorre até se materializar é o mesmo que foi marcado por sua contemplação ao imaginar um final feliz ou uma realização surpreendente a que Ferreira Gullar chama de ‘espanto’. O poeta entende que o espanto antecede à criação, mas entendo que a criação é o espanto da alma diante do Belo.  O Big Bang ainda segue o coração de Deus. O irlandês Joseph Murphy diz que “Você pode louvar as flores e elas crescerão viçosas e belas. Peça à planta para debruçar-se e beijá-lo: ela o fará. Ela crescerá para o seu lado para que possa beijá-la tal como um cão salta no seu colo quando você mostra que vai acariciá-lo”.

Quando uma semente desabrocha, o sol lhe pede um beijo e a planta estica seus braços para receber os raios carinhosos.  Depois do afago do sol, do aconchego da terra, da bênção da chuva, que fazem parte de um mesmo sistema de equilibro da vida, a plantinha cresce majestosa e cumpre a sua finalidade de árvore. Resta ao homem deixar que suas emoções purifiquem a sua missão na terra. A sabedoria misteriosa está imbricada em todas as coisas visíveis ou invisíveis. O vento quando venta espalha as sementes pelo chão. O que é natural cumpre a sua função sem se importar com o olhar do outro. A vaidade do homem quando procura agradar por meio da hipocrisia no agir e falar é uma exceção às boas regras do espírito.

A missão mais sublime do homem é o amor que se transforma em ventura, alegria, beleza, paz, ordem e simetria.  Qualquer sentimento contrário a isso é jogar o manto da sabedoria em cima de uma rocha e permitir que a vaidade presunçosa assuma o controle. Um aspecto da cultura popular, a religião, ensina que se profetizar que alguém seja como o queremos ele será como o imaginamos. Ou seja, se imaginarmos que o nosso cunhado seja amigo leal ele o será. Por essa lógica, o contrário também se cumpre.

No Brasil de hoje há uma polarização irracional e incoerente entre as pessoas que se julgam de esquerda ou de direita. Mas ninguém está convicto da sua ideologia. Sua convicção varia de acordo com o que ouve e lê. Se alguém diz que Fidel foi um grande homem todos acreditam até que alguém diz o contrário: ele foi um ditador sanguinário. Aí os comentários seguem na linha da ultima opinião até que alguém volte ao começo da conversa.  A circularidade de opinião assume contornos hilários nas redes sociais que jogam sementes de concórdia e discórdia. Depende do peso e da medida do comentário.

Se a gente permitisse uma evolução natural da nossa essência que é de amor, de evolução  espiritual e de respeito ao próximo, nossa alma beijaria o Criador e cairia no colo da espiritualidade dos bons espíritos que nos acariciam.

 

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Doracino Naves
Jornalista, diretor e apresentador do Programa Raízes Jornalismo Cultural.

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