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118 crianças encontradas em situação de trabalho infantil em Roraima

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Em operação realizada na cidade de Boa Vista, em Roraima, entre os dias 6 e 12 de outubro, o Ministério do Trabalho encontrou 118 crianças e adolescentes em situações de trabalho consideradas as piores formas de trabalho infantil. Pelo menos 13 menores de idade trabalhavam na coleta de lixo, em um aterro sanitário a 13 quilômetros do centro de Boa Vista. A empresa responsável pela administração, Sanepav Ambiental, foi autuada por 12 infrações às normas de segurança e saúde.

Devido a situação de risco grave e iminente à saúde e integridade física dos trabalhares, crianças e adolescentes, o lixão foi interditado. A reabertura do local só deve ocorrer após o cumprimento de várias exigências impostas pelos fiscais à empresa contratada pela prefeitura para administrar o local.

Entre as medidas a serem adotadas estão o afastamento de crianças e adolescentes e impedir que elas entrem no local, instalar barreiras físicas – como muros, cercas, alambrados – implantar rígido acesso e proibir entrada de pessoas que não sejam funcionárias do lixão.

As crianças foram encontradas não apenas trabalhando no aterro como vivendo entre o lixo, exposto à todos os tipos de acidentes e infecções. Para baratear seus lucros, as empresas capitalistas retomam uma das formas de produção mais brutais que é aplicar a mão de obra infantil.

Além disso foram identificadas 48 crianças em situação de risco na feira pública do bairro Pintolândia; 40 crianças na feira dos Garimpeiros; e 6 na dos Produtores. Outras 10 crianças foram encontradas em situações de risco.

No Brasil estima-se que haja 80 mil crianças em condições de trabalho infantil, e em torno de 60% delas estão entre o norte e nordeste do país. Apesar dos esforços e do programa pelo combate do trabalho infantil, o plano de fundo é muito mais cruel: o capitalismo não reserva para as crianças e jovens além de miséria.

 

Fonte: Esquerda Diário, G1

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