Não é mais forte quem mais suporta, e sim quem é capaz de “soltar”

É complicado soltar ou deixar ir aquilo que consideramos muito nosso, sejam sentimentos ou pessoas. Isto é, certas pedras que carregamos nas costas estão unidas a nós por um sentimento de identidade e pertencimento que se funde com nosso medo de perder algo que cremos ser tão intenso e importante.

Contudo, apesar de todo esse caos emocional nos amarrar a certas pessoas, também acabamos nos cansando de não nos valorizarem. É provável que ao perceber isto você se sinta um pouco egoísta, o que é terrível para a saúde emocional.

Sentir que ao não aguentar um pouco mais uma situação ou certas pessoas você está fracassando é algo assustadoramente comum. O fundamento deste sentimento é o medo que sentimos de enfrentar o vazio que a perda produz.
Dito de outra forma: sentimos que se deixamos de nos sacrificar perdemos a oportunidade de construir parte da história emocional das nossas vidas. Entretanto, o que realmente você está fazendo é se comportando da forma mais cruel possível consigo mesmo, com suas expectativas e com seus desejos.
O caminho de ida para a liberdade emocional é construído a partir das pedras que vamos soltando; isto é, de sentimentos e pessoas tóxicas das quais vamos nos desfazendo.

Não é mais forte quem mais suporta, e sim quem é mais capaz de “soltar”

Se não traz alegria para a sua vida… solte
Se não o ilumina nem edifica… solte
Se permanece, mas não cresce… solte
Se lhe dá segurança e assim você evita o esforço de se desenvolver… solte
Se não traz reconhecimento aos seus talentos… solte
Se não acaricia o seu ser… solte
Se não impulsiona você a decolar… solte
Se fala, mas não faz… solte
Se não há um lugar na sua vida para você… solte
Se tenta mudá-lo… solte
Se o “eu” se impõe… solte
Se são mais os desencontros que os encontros… solte
Se simplesmente não agrega para a sua vida… solte

SOLTE… a queda será muito menos dolorosa que a dor de se manter preso ao que poderia ter sido, mas não foi.
Portal Raízes

As publicações do Portal Raízes são selecionadas com base no conhecimento empírico social e cientifico, e nos traços definidores da cultura e do comportamento psicossocial dos diferentes povos do mundo, especialmente os de língua portuguesa. Nossa missão é, acima de tudo, despertar o interesse e a reflexão sobre a fenomenologia social humana, bem como os seus conflitos interiores e exteriores. A marca Raízes Jornalismo Cultural foi fundada em maio de 2008 pelo jornalista Doracino Naves (17/01/1949 * 27/02/2017) e a romancista Clara Dawn.

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