Psicologia e Comportamento

O coração da mulher de 40 anos é um profundo mar de segredos

O coração de uma mulher madura é um mar profundo de segredos que guarda na sua câmara mais íntima as palpitações do querer, do amar com consciência e do sentir com emoção, intuição e desafio. Quando dizemos coração, nos referimos a esse algo intangível que equilibra as vivências e que expõe em si mesmo a porta para um lugar imenso, que abre a lembrança de maravilhosos cenários cheios de sensações.

O coração, entendido como a mente, tem ciclos e estações que percorrem caminhos em torno de uma procura e uma sucessão de períodos de solidão, de descanso, de pertencimento e inclusive de desaparecimento.

A relação de uma mulher madura consigo mesma

A relação de uma mulher madura consigo mesma e com o seu entorno se articula com base em uma série de necessidades afetivas que podem se resumir em uma frase: a mulher madura procura voltar para si mesma.

Isto é, a mulher, na sua maturidade, quer voltar a encontrar um ponto emocional que a convide a cumprimentar os seus segredos, seus momentos e suas cicatrizes. Normalmente este é o momento no qual nos sentimos dispostas a valorizar e considerar os nossos erros, assim como a valorizar aquilo que merecemos.

A mulher madura procura e recria em si um ambiente mais propicio para ser ela mesma, para definir um centro de atenção mais saudável e encontrar a serenidade no sangue ardente de quem naufragou por suas fragilidades e sobreviveu graças às suas forças.

O dom emocional da maturidade feminina

A mulher madura experimenta pouco a pouco uma viagem de retorno para a casa da alma que a convida a se tornar consciente daquilo que aconteceu na sua vida anteriormente. Desta forma, ela tem a necessidade de resolver aqueles conflitos criados nos ciclos prévios à maturidade.

Então o coração da mulher madura ama mais a si mesmo e se sente digno de respeito, repleto daqueles valores que se acariciam com a idade e que articulam a capacidade de amar e transcender na compreensão do sentir alheio.

O processo de procura pode ser doloroso, pois encontrar a si mesmo tão de perto requer ter caminhado muitos quilômetros, ter se afastado de si mesma, ter retrocedido, ter se ferido e ter lançado raízes longe do que se desejava.

Perder-se e encontrar-se como mulher madura

Pode acontecer da maturidade emocional chegar antes ou depois, mas certamente está precedida de anos e anos de distração, de acidentes sentimentais e da anulação de uma parte super importante de nós mesmas.

Saber onde estamos e qual é o lugar do nosso mundo não é uma tarefa fácil, e requer a perda da pele, o roubo da identidade que nos envolveu, e com a qual batalhamos em centenas de campos.

A mulher madura precisa se desfazer dessa pele para deixar de rejeitar as experiências e senti-las diretamente, torná-las suas sem um escudo protetor. Em outras palavras, deve deixar ir, soltar, dizer adeus e não se aferrar mais a aquilo que a impedia de ser ela mesma, a aquelas expectativas sociais que a consomem.

Então as crises deixam de aparecer em nossas casas de forma inesperada, e a libertação emocional passa a frequentar as nossas dependências, dando lugar à determinação e ao amor próprio.

Ou seja, dando espaço à primeira pessoa, às prioridades, à hidratação da identidade própria, à sabedoria da mulher madura. Então começa o recreio das mulheres, que dá fôlego à sua vida secreta graças aos seus instintos, a sua experiência e a força da sua psicologia feminina.

Fonte: A Mente é Maravilhosa

 

Portal Raízes

As publicações do Portal Raízes são selecionadas com base no conhecimento empírico social e cientifico, e nos traços definidores da cultura e do comportamento psicossocial dos diferentes povos do mundo, especialmente os de língua portuguesa. Nossa missão é, acima de tudo, despertar o interesse e a reflexão sobre a fenomenologia social humana, bem como os seus conflitos interiores e exteriores. A marca Raízes Jornalismo Cultural foi fundada em maio de 2008 pelo jornalista Doracino Naves (17/01/1949 * 27/02/2017) e a romancista Clara Dawn.

Recent Posts

Do frio na barriga à exaustão mental: como a psicossomática revela que estamos super estressados

Você já sentiu uma dor de estômago inexplicável antes de uma reunião importante? Ou talvez…

10 horas ago

Exposição digital e adultização: Estudo mostra que o maior número de homens misóginos é a adolescência

Em um cenário de crescentes preocupações com a saúde mental e o comportamento de jovens,…

3 dias ago

Depressão difícil de tratar: O trauma de infância pode ser o “inimigo invisível” e a ciência dá a solução

Por que a terapia nem sempre funciona? É um cenário comum e doloroso: a busca…

5 dias ago

O maior roubo da vida moderna é o da nossa própria atenção – Com Daniel Munduruku

No ritmo acelerado da vida contemporânea, em que cada minuto parece já ter um destino…

6 dias ago

Apostas e virada tática do Bath Rugby

Bath Rugby perdeu um grande jogo para o Northampton Saints em 27 de dezembro de…

1 semana ago

O homem negro não se encaixa no modelo de masculinidade patriarcal do homem branco, mas também ainda não construiu o seu próprio modelo

No Brasil, a construção da identidade do homem negro é um processo intrincado, marcado por…

1 semana ago