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Etarismo no caso da estudante discriminada por ter 44 anos

Etarismo. Você sabe o que significa? Nos últimos dias um debate tomou conta das redes sociais a partir de um caso de etarismo ocorrido em Bauru, interior de São Paulo. O termo etarismo é desconhecido para a maioria das pessoas, muito embora seja sentido por muita gente. Etarismo é o nome que se dá para o preconceito sofrido por indivíduos mais velhos. A discriminação pode ocorrer dentro ou fora de casa em virtude da perda de mobilidade ou cognição, por exemplo, com o avanço da idade.

No caso que ganhou notoriedade, Patrícia Nilares, de 44 anos, foi vítima de ironias de outras 3 agora ex-colegas de curso por estar na universidade e já ter passado dos 40. Muitos relatos semelhantes de mulheres que também estão na graduação e que tem a mesma faixa etária de Patrícia ganharam as Time-Lines. No entanto, o ponto é que esse tipo de conversa não deveria nem existir em um mundo ideal.

Em um mundo ideal pessoa alguma deveria sofrer discriminação por sua cor, raça, orientação sexual, condição física ou quantos anos tem no registro. O Brasil é uma nação cada vez mais velha e nossa pirâmide demográfica que antes tinha os jovens e as crianças como sua base, muito em breve terá as pessoas a cima dos 60 como sustentação e urge a implementação de políticas públicas para que esta parcela da sociedade permaneça na ativa se assim desejar.

Pois, em um país que os velhos são tidos como um piano no meio da sala, por “Atrapalharem” o andamento da vida agitada daqueles que os rodeiam, é compreensível de onde vem a fobia a idosos ou a envelhecer. Mas uma sociedade só poderá ser plena quando aceitar a infância e a velhice como seus 2 grandes triunfos. A primeira porque traz consigo a continuação da existência e a segunda porque contém a manutenção dos saberes que embelezam o viver.

Acompanhe a história na íntegra no vídeo abaixo:

Juliana Santhele

Juliana Santhele é jornalista, jovem, negra, PCD. Colunista do Portal Raízes, ouvinte de podcast nas horas vagas, leitora do que chama a sua atenção. Autora do livro: "Entre Vistas" sobre a maternidade solo na sociedade brasileira pós-moderna (prelo).

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