Após ser estuprada, mulher pula do carro em movimento em São Paulo

Clara Dawn

Aconteceu na noite do dia 9/08 em São Paulo: uma moça salta de um carro em movimento após ser estuprada, assaltada e ameaçada de morte. Ela foi socorrida e fisicamente está bem. 

Ela contou que foi abordada pelo assaltante quando chegava do trabalho em seu carro, o homem a roubou e assumiu o volante. Ele a levou até um lugar deserto, a obrigou a tirar a roupa e a estuprou. E ainda após o crime de estupro a levava para sacar mais dinheiro, lhe ameaçando de morte.

Enquanto ele dirigia até o local para o saque, a moça decidiu pular do carro em movimento, e foi socorrida por testemunhas no local. Seu carro foi encontrado 800 metros adiante do ponto de onde ela se jogou, após ter batido contra outro carro estacionado no local.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 154 casos de estupros são denunciados por dia no Brasil, 1 a cada 10 minutos. E não venham dizer que é culpa da vítima, da roupa que ela usava e blá, blá, blá, porque as indianas se cobrem até o pescoço e o índice na índia é o maior do mundo. Aqui no Brasil houve um aumento de registros, de 46% de 2010 à 2016 porque as mulheres estão tendo coragem de denunciar. E isso, não é um sinal para temermos, é para continuarmos denunciando.

Sororidade feminina:

“Enfim tiraram o espartilho de nós. Mas que coisa, ainda não nos tiraram do espartilho. Todos os dias, sem pestanejar, milhares de nós, são subjugadas, espoliadas, traídas, espancadas, estupradas, assassinadas… Se eu, branca de classe média, com curso superior, privilegiada pela meritocracia racial, vivenciei parte dessas coisas, choro e revolto-me quando vislumbro que as mulheres pretas além de estarem sob todo este infortúnio, ainda têm de lutar, não apenas pelos direitos das mulheres, mas por direitos humanos. Odeio este mundo tal qual ele é: capitalista, misógino, xenofóbico, racista, homofóbico, machista e etcétera.

Você sabia que 8 em cada 10 mulheres já foram vítimas de violência doméstica e/ou abuso sexual? Outra coisa terrivelmente triste nesta estatística é que pelo menos uma das duas mulheres que nunca passou por isso, não tem nenhuma empatia pelas outras. Chegando ao ponto de dizer que prefere o machismo em detrimento do feminismo. Ora, como pode uma mulher ser contra um movimento que luta pela igualdade de direitos? Que luta para que não sejamos espoliadas, estupradas, assassinadas….

Por isso a palavra de hoje é ‘sororidade’. A sororidade é a união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum. Denuncie. Disque 100. Vamos juntas”. – Clara Dawn

Com informações de G1

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Clara Dawn
Clara Dawn é romancista, psicoterapeuta; palestrante com o tema: "Prevenção aos transtornos mentais e ao suicídio na adolescência". É editora chefe no Portal Raízes (portalraizes.com), colunista aos sábados no Jornal Diário da Manhã em Goiânia, Goiás, desde 2009. É autora de 7 livros publicados, dentre eles, o romance "O Cortador de Hóstias", obra que tem como tema principal a pedofilia. Clara Dawn inclina sua narrativa à temas de relevância social. O racismo, a discriminação, a pedofilia, os conflitos existenciais e os emocionais estão sempre enlaçados em sua peculiar verve poética. Você encontra textos de Clara Dawn em claradawn.com; portalraizes.com, jornal Diário da Manhã/Goiânia ou pesquisando no Google. Seus livros não são vendidos em livrarias. Pedidos pelo email: [email protected]

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