Tatiane Spitzner: ela gritou por socorro, mas ninguém “ouviu”

Portal Raízes

Até quando perderemos tantas mulheres para a maldade do homem? No dia 22 de julho, Tatiane Spitzner gritava por socorro em seu apartamento, no dia 22 de julho, Tatiana Spitzner chorava a última lágrima e se tornava mais uma vítima do que tanto amedronta as mulheres do mundo inteiro, o feminicídio.

A família de Tatiane Spitzner, criou, no Facebook e no Instagram, o perfil “Todas por Tatiane Spitzner” para incentivar a luta de nós, mulheres, contra o feminicídio.

Até o momento da publicação deste texto (05 de agosto), o perfil “Todos por Tatiane Spitzner” no Facebook tinha 28 mil curtidas. No Instagram (@todosportatiane), o número de seguidores ultrapassava 80 mil.

“Toda essa exposição em redes sociais não é em vão. Dói? Dói. Mas além de lutar por justiça, mostrar nossa força e indignação, queremos alertar sobre relacionamentos abusivos, como também ajudar mulheres que sofrem violência, seja física ou psicológica. Precisamos ter voz, denunciar, perder a vergonha e o medo. Diariamente recebemos relatos absurdos de mulheres que vivem essa triste realidade. Felizmente, muitas estão abrindo os olhos e procurando ajuda”. Relata a família de Tatiane em uma das postagens.

Todas nós morremos um pouquinho com essa perda, em que 20 minutos de agressão culminou em uma queda de Tatiane do 4º andar, em seu apartamento em Guarapuava, onde morava com Luis Felipe, recolheu o corpo dela e o levou de volta para o apartamento.

Ele conseguiu fugir e só foi preso após sofrer um acidente de carro na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, a 340 quilômetros de Guarapuava. Ele foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado, motivo torpe, uso de meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e condição do sexo feminino (feminicídio), além do furto do carro da vítima. Ele nega as acusações e diz que a esposa se jogou da sacada.

É extremamente válido lembrar, que o Brasil tem a maior taxa de feminicídio do mundo, uma mulher morre a cada 2 horas, e uma mulher é agredida a cada 11 minutos. Até quando?

Nós do Portal Raízes, disponibilizamos vários textos para te ajudar a identificar um agressor e um relacionamento tóxico. Não fique calada, se você sofre de abusos físicos ou mentais denuncie no 180, e se você ouvir uma mulher pedindo socorro, ligue para a polícia imediatamente no 190, pois no século 21, em briga de marido e mulher se mete a colher sim!

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Com informações de G1

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