No dia 21 de abril de 2025, o mundo se despediu de Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, aos 88 anos. Primeiro pontífice latino-americano e jesuíta, Francisco será lembrado não apenas por sua simplicidade e proximidade com o povo, mas por ter sido um incansável defensor dos marginalizados e um promotor do diálogo em tempos de polarização.
Desde o início de seu papado, Francisco destacou-se por sua postura acolhedora em relação às minorias. Em 2020, no documentário Francesco, ele afirmou que “os homossexuais têm o direito de ter uma família”, defendendo a criação de leis de união civil para garantir seus direitos. Mais recentemente, reiterou que “a bênção não deve ser negada a ninguém”, enfatizando que “todos, todos, todos” são dignos de acolhimento e respeito.
Além disso, Francisco promoveu a participação das mulheres na estrutura da Igreja, reconhecendo que “elas trabalham melhor do que os homens” e nomeando várias para cargos de liderança na Cúria Romana.
Em uma de suas últimas entrevistas à agência argentina Télam, conduzida pela jornalista Bernarda Llorente, Francisco abordou temas como a guerra, a crise humanitária e a necessidade de protagonismo humano. Ele destacou que “a humanidade carece de protagonistas que tornem visível seu protagonismo humano” e alertou contra o “pensamento único”, que destrói a riqueza humana.
Francisco também enfatizou a importância de ensinar aos jovens “como resolver crises”, pois isso lhes proporciona maturidade. Ele afirmou que “as crises são como vozes que nos mostram para onde devemos ir”, incentivando uma abordagem proativa e esperançosa diante dos desafios.
Para Francisco, o amor era o centro da vida cristã. Ele via a união afetiva como um sinal do amor de Deus pela humanidade, destacando que as diferenças devem ser vistas como oportunidades para comunhão e geração.
Em suas palavras, “o amor é alegria, mas a alegria deve ser cultivada”. Ele reconhecia que o amor também implica sofrimento e luta conjunta, sendo um “compromisso mútuo para o amadurecimento do amor”.
O Papa Francisco nos deixou um legado de empatia, coragem e compromisso com os mais vulneráveis. Sua mensagem de inclusão, amor e esperança continuará a inspirar gerações futuras a construir um mundo mais justo e fraterno
Fontes consultadas:
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