Psicologia e Comportamento

Desenvolver a bondade é admitir que a alegria é mais importante do que o orgulho

A bondade é uma das qualidades que nos faz humanos. É a bondade que nos une aos outros com respeito, de forma amorosa. Muitas vezes se diz que as pessoas boas são inocentes e, erradamente, pensamos que podemos pisar à vontade. Contudo, é o próprio orgulho que nos leva à defensiva.

“Nosso caráter nos leva aos problemas, mas é o nosso orgulho o que nos mantém neles”.

Nosso orgulho é um obstáculo que impede de nos mostrar tal e qual somos. Nossa interação e comunicação se tornam fria e distante. O ego se manifesta para tentar nos proteger onde acreditamos que existem perigos. Algo que nos faz manter em alerta, sem poder relaxar.

Mantemos camuflada a nossa bondade quando decidimos optar pelo orgulho. Deixamos nos dominar por ele e assim quando se torna um problema nos faz desconfiar de todos. Temos a sensação que devemos nos proteger de tudo que nos cerca.

Aprende a ser bom

Nossa essência é a bondade e a inocência.  A segurança e a confiança nos permitem manifestar as atitudes bondosas. Estas qualidades têm seu reflexo desde quando somos crianças, quando elas se manifestam em atos de amabilidade, respeito e gratidão. O amor é um dos frutos da bondade, por isso é tão importante cultivá-lo. Em muitas ocasiões se confunde o ser bondoso com o ser submisso, inocente e sem caráter. Nada mais distante da realidade. As pessoas boas são assim porque precisamente se vêm suficientes fortes para não ter necessidade de estar se protegendo sempre.

Uma pessoa bondosa é aquela que escolheu o caminho diferente do orgulho que tanto limita os bons atos. Ela decide ficar em paz para se encontrar e ficar em harmonia com ela mesma.

“O único símbolo de superioridade que conheço é a bondade”. Ludwig van Beethoven

O significado do nosso orgulho

O orgulho é uma atitude que nos impede de crescer e desenvolver nossas potencialidades.  Devemos assumir nossos erros e aprender com eles. Os infinitamente pequenos têm um orgulho infinitamente grande.

Ao nos sentirmos pequenos temos a necessidade de compensar o nosso orgulho demonstrando que estamos acima dos outros. Esta atitude ridícula turva nossas relações pessoais; ninguém gosta de quem lhe faça se sentir uma pessoa inferior. É verdade, pense nisso. É assim que surge o conflito.

Ao demonstrar orgulho  mascaramos nossas fraquezas, nossas emoções e sentimentos. Mostramos o lado de que somos poderosos em tudo, quando na realidade dependemos do reconhecimento dos outros. A verdadeira fortaleza surge daquilo que internamente desejamos e queremos, sem pretender que isto seja aceito externamente. 

O final da manifestação de nosso orgulho é a certeza de que algo não funciona bem. Crenças bem arraigadas que não desejamos ver em nós mesmos, aquelas que nos fazem sentir inferiores e incompetentes, as enxergamos no outro. Essa angústia nos faz sentir altivos e arrogantes como se fossem capas de superficialidade.

Pequenas atitudes de benevolência permitem que venhamos a desenvolver a bondade como hábito saudável e, portanto, podemos nos desprender da máscara desnecessária de sentir que estamos acima dos outros. Ao dar uma maior importância aos valores como amabilidade, agradecimento e respeito, somos capazes de romper com o fato de nos sentir menor do que os outros.

Cultivar uma atitude bondosa para ser mais felizes pressupõe proximidade, espontaneidade, gratidão e o calor da confiança e da cooperação. São simples chaves que, ao usá-las em nossa vida, obteremos uma condição mais humana, relações pessoais mais saudáveis e nos desprendemos da necessidade de buscar gratidão e recompensa para nos sentir bem.

“As pessoas boas, se você pensar um pouco sobre isso, sempre foram pessoas alegres”.
Ernest Hemingway

Extraído de La mente es maravillosa – Tradução livre Portal Raízes

Portal Raízes

As publicações do Portal Raízes são selecionadas com base no conhecimento empírico social e cientifico, e nos traços definidores da cultura e do comportamento psicossocial dos diferentes povos do mundo, especialmente os de língua portuguesa. Nossa missão é, acima de tudo, despertar o interesse e a reflexão sobre a fenomenologia social humana, bem como os seus conflitos interiores e exteriores. A marca Raízes Jornalismo Cultural foi fundada em maio de 2008 pelo jornalista Doracino Naves (17/01/1949 * 27/02/2017) e a romancista Clara Dawn.

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