Entretenimento

Brasileira faz tatuagens gratuitas para mulheres que sofreram violência doméstica

São muitos os motivos pelos quais nosso corpos ficam marcados. Podem ser lembranças divertidas da infância, como um tombo aprendendo a andar de bicicleta. Mas também podem ser lembretes eternos de um ato violento sofrido, ou seja, basta se olhar para remoer o tempo todo uma violência doméstica sofrida.

Para dar uma nova chance e ajudar na autoestima, a brasileira Flavia Carvalho passou a tatuar gratuitamente mulheres com marcas de violência permanentes no corpo.

O projeto “A Pele da Flor” acontece em seu estúdio, na cidade de Curitiba. “Comecei o projeto há pouco tempo, e eu não tinha ideia de que iria receber essa atenção da mídia”, disse ao Huffington Post.

“Tudo começou cerca de dois anos atrás, quando eu trabalhava com uma cliente que queria cobrir uma grande cicatriz em seu abdômen. Ela me disse que estava em uma boate, e quando recusou um homem que se aproximou dela, ele a esfaqueou com um canivete”, conta.

Quando questionada sobre qual história mais a comoveu, ela respondeu: “O que mais me chocou foi a história de uma menina de 17 anos de idade, que namorou um homem mais velho e, durante meses, sofreu com a relação fisicamente abusiva. Quando ela quis terminar com ele, ele marcou um encontro, em que eles começaram a lutar e ele a esfaqueou várias vezes em seu abdômen, além de estuprá-la.”

Flavia também faz tatuagens em mulheres que fizeram mastectomia. Confira alguns de seus lindos trabalhos:

Fonte: Bored Panda, via Razões Para Acreditar

Portal Raízes

As publicações do Portal Raízes são selecionadas com base no conhecimento empírico social e cientifico, e nos traços definidores da cultura e do comportamento psicossocial dos diferentes povos do mundo, especialmente os de língua portuguesa. Nossa missão é, acima de tudo, despertar o interesse e a reflexão sobre a fenomenologia social humana, bem como os seus conflitos interiores e exteriores. A marca Raízes Jornalismo Cultural foi fundada em maio de 2008 pelo jornalista Doracino Naves (17/01/1949 * 27/02/2017) e a romancista Clara Dawn.

Recent Posts

O seu corpo é o primeiro espaço que você precisa configurar: ele é uma casa – Viviane Mosé

Desde os primeiros instantes de nossa existência, o corpo se manifesta como o palco primordial…

2 dias ago

A ciência confirma: a ansiedade que sentimos hoje pode ser um luto que nossos avós não conseguiram elaborar

A ansiedade, em sua forma original, não é patológica. Trata-se de um mecanismo adaptativo essencial…

3 dias ago

Não é com o crime que a violência contra a mulher começa: é na cultura , na maneira como nos educamos

O debate sobre a violência contra a mulher no Brasil ganha um novo capítulo com…

2 semanas ago

Do frio na barriga à exaustão mental: como a psicossomática revela que estamos super estressados

Você já sentiu uma dor de estômago inexplicável antes de uma reunião importante? Ou talvez…

2 semanas ago

Exposição digital e adultização: Estudo mostra que o maior número de homens misóginos é a adolescência

Em um cenário de crescentes preocupações com a saúde mental e o comportamento de jovens,…

3 semanas ago

Depressão difícil de tratar: O trauma de infância pode ser o “inimigo invisível” e a ciência dá a solução

Por que a terapia nem sempre funciona? É um cenário comum e doloroso: a busca…

3 semanas ago