Diariamente cruzamos com pessoas em busca da sua autenticidade. Muitas vezes a primeira delas, é aquela com a qual nos deparamos no espelho, logo pela manhã. Sabe o que é mais interessante? É que quanto mais se estuda sobre comportamento humano, mais complexa parece a equação que gera o produto “autenticidade”.
Provável ilusão do ego, uma vez que nem é preciso tanto conhecimento assim para ser você mesmo. Já nascemos “equipados” com todos os recursos para isso. O conhecimento acaba sendo mero acessório, que sim, valoriza muito o conjunto e influencia os resultados diários, que dirá o saldo total das realizações que empreendemos ao longo da vida.
Sem autoconfiança é inevitável que vistamos máscaras, que sejamos incapazes de agir, ficando presos nos mecanismos de defesa que nos engessam no padrão reativo. Isso mesmo: sem autoconfiança apenas reagimos. Sem perceber, inconscientemente. E essas reações de defesa de tudo o que parece nos atacar ou colocar em risco, impedem-nos de alcançar os melhores resultados nas mais diversas áreas da Roda da Vida. É quando ela, em lugar de girar, patina. Já sentiu aquela sensação de estar “patinando”, ou seja, dando passos que não levam a lugar algum? Quem nunca?
A falta de autoconfiança gera o “efeito sabonete”, que é quando nossos sonhos e anseios mais profundos parecem “escorregar” por entre os dedos. Pior do que não ter, talvez seja sentir o gostinho do que mais desejamos e perder. Como se perder não fosse a coisa mais natural do mundo. Não é gostoso, é claro, mas faz parte do processo de aprendizado. E você só vai aprender de verdade de aceitar, reconhecer os motivos, assumir a responsabilidade em fazer diferente, erguer-se e prosseguir até o acerto. E acredite: você só precisa acertar uma só vez! Então prossiga até que conquiste o acerto naquilo que você mais anseia. E trabalhe me um anseio por vez, assim concentrará energia e atenção, o que tornará o acerto muito mais viável.
É aí que entra a simplicidade. Gosto mais dessa expressão do que da humildade, porque temos a tendência de confundir humildade com “voto de pobreza” ou demais associações de escassez.
A simplicidade nos permite lidar com o erro. Ser simples implica em aceitar-se como ser humano vivenciando experiências, com o direito do erro e do acerto. É a naturalidade no sentido mais puro, quando a espontaneidade se diverte, inovando em forma de criatividade. É impossível ser criativo sem ser simples e autoconfiante.
Não porque é perfeito ou melhor que alguém. Isso seria ilusão do ego. Não existe melhor ou pior. Existem seres complementares em suas competências e estilos. Quando aprendemos isso, finalmente, descobrimos a verdadeira paz, aquela que transcende a condição material ou nossas carências. É nesse estágio que aceitamos o que até então enxergávamos como imperfeições, agora como sendo traços da nossa unicidade.
Simplifique, aceite-se, ame a pessoa do espelho, integralmente, e verá sua capacidade de realização se expressar de forma reluzente e inspiradora.
“Buscas a perfeição? Não sejas vulgar. A autenticidade é muito mais difícil”. Mario Quintana (Em Caderno H – Verso XXII – Página 211)
Texto de Vanessa Milis
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