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Este beija-flor sobrevive ao frio intenso tornando-se “frio como uma rocha” todas as noites

As altas montanhas dos Andes no Peru são o paraíso dos beija-flores, porque são ricas em néctar de flores silvestres e pobres em predadores. Só não é o paraíso completo por um problema: o frio.

As temperaturas noturnas geralmente caem abaixo de zero nessas terras altas tropicais chuvosas. Então como um pássaro de seis gramas que precisa do néctar de 500 flores por dia apenas para sobreviver obtém energia extra suficiente para se manter aquecido a noite toda? Não se mantendo aquecido! O beija-flor preto consegue entrar em um estado de animação suspensa, tornando-se “frio como uma rocha”, quase congelando-se completamente, todas as noites de inverno.

Como o beija-flor preto congela?

Conforme a temperatura cai acompanhando o pôr do sol, esses beija-flores entram em um estado de animação suspensa conhecido como torpor.

Uma espécie, o rabo de metal preto (Metallura phoebe), resfria seu corpinho a 3,26° C, a temperatura corporal mais fria já registrada em um pássaro ou mamífero não hibernante, conforme relatam pesquisadores na Biology Letters.

“Eles são frios como uma rocha”, diz Blair Wolf, ecologista fisiológico da Universidade do Novo México em Albuquerque. “Alguém desavisado poderia pensar que eles estão mortos a essa temperatura tão baixa”.

O resfriamento a temperaturas de quase morte permite que os colibris economizem energia preciosa, permitindo-lhes sobreviver à noite fria e se preparar para se alimentar no dia seguinte, diz Wolf.

O torpor já havia sido observado em beija-flores, mas Wolf e seus colegas queriam uma imagem mais detalhada, em experimento constataram que todas as espécies entraram em algum tipo de torpor, mas o colibri rabo de metal preto resfriou mais. Sua temperatura caiu de uma temperatura diurna de cerca de 40° C para um pouco acima de zero.

Durante o dia, os pequenos, porém poderosos, corações desses beija-flores podem bater 1.200 vezes por minuto para fortalecer seu estilo de vida frenético. Mas durante o torpor, seus batimentos cardíacos despencam para 40 batimentos por minuto. “É uma queda espantosa”, diz Wolf, e pode permitir que essas aves de grande altitude reduzam o uso de energia em cerca de 95%. Perto do nascer do sol, os colibris começam a acelerar, aquecendo cerca de um grau por minuto com a vibração de seus músculos, preparando-se para noite longa e frio que o aguarda.

Fontes pesquisadas: Só Cientifica, Science News, Biology Letters

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