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Herói anônimo compra escravas sexuais no Iraque para devolvê-las às suas famílias

O tráfico de pessoas é uma forma moderna de escravidão. A maioria das vítimas é composta por mulheres, crianças e adolescentes que são aliciadas para exploração sexual ou mão-de-obra escrava. Segundo as estimativas globais da ONU, mais de 2 milhões de pessoas são vítimas do tráfico humano a cada ano. A globalização – o fluxo intensificado de pessoas, capital e informação – gera grandes oportunidades no desenvolvimento internacional, mas também cria riscos e abre espaço para o crime organizado transnacional. Por isso é mais fácil hoje traficar uma pessoa que no século passado, ou há duzentos anos. O tráfico humano ocorre tanto no âmbito doméstico quanto no internacional. É uma violação aos direitos humanos que precisa ser enfrentada em todos os países.

No Iraque, os soldados extremistas do Estado Islâmico (EI) têm justificado o sequestro de crianças e mulheres, para serem escravas sexuais, usando o argumento de que elas não são fieis à ideologia. Mas para a sorte de algumas dessas vítimas, um iraquiano anônimo tem conduzido uma nobre batalha para resgatá-las.

Anônimo por questões de segurança. Ele entra em territórios controlados e participa de leilões para comprar essas moças: cristãs, muçulmanas e yezidis que são capturadas por soldados extremistas. Quanto mais nova for a mulher, maior é o seu preço. Anônimo, longe da ideia de abusar de suas “escravas sexuais”, resgata-nas dos agentes, procura suas famílias e as leva de volta às suas casas.

O vídeo abaixo mostra o herói, agora não mais anônimo, devolvendo uma garota yezidi para o pai. Este homem, e outros que arriscam suas vidas para salvar garotas desconhecidas são exemplos de corajosa determinação humanista.  Assista o vídeo e mantenha sua fé no ser humano:

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As publicações do Portal Raízes são selecionadas com base no conhecimento empírico social e cientifico, e nos traços definidores da cultura e do comportamento psicossocial dos diferentes povos do mundo, especialmente os de língua portuguesa. Nossa missão é, acima de tudo, despertar o interesse e a reflexão sobre a fenomenologia social humana, bem como os seus conflitos interiores e exteriores. A marca Raízes Jornalismo Cultural foi fundada em maio de 2008 pelo jornalista Doracino Naves (17/01/1949 * 27/02/2017) e a romancista Clara Dawn.

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