Você pode ser notado por aquilo que faz e que espalha, e pode ser notado por algumas pessoas que estão à sua volta. Eu sempre digo que se eu não existisse, eu queria fazer falta. Eu quero fazer falta. Esse é o meu legado. Eu quero que no dia que eu me for, que se diga assim: “poxa, o Cortella faz falta! Ele podia tá aqui com a gente nessa situação, nessa circunstância”. Como professor, como o pai, como marido, como cidadão, como profissional, como amigo…
A gente precisa lembrar que no universo antes de “eu ser”, nada existia como eu, e quando eu deixar de ser, nada o será. Isso significa que eu sou único. Uma das formas do arranjo da vida neste universo: “sou eu”. Portanto a vida se arranjou de um modo único e agora eu sou único. Mas eu não sou “O único”. Embora não há ninguém como eu, não houve e não haverá, não é SÓ eu que SOU único, os outros também são únicos.
Isso significa que o meu propósito maior nesse universo é a construção do sentido. Não há um propósito dado, a menos que seja no campo da fé religiosa, a menos que seja no campo do dogma. Não há um propósito que diz “vá faça isso!”. O que existe é a necessidade de você edificar, se construir a este propósito. Por isso o meu propósito “eu quero fazer falta”. Agora, eu não poderia fazer falta sendo maldoso, malévolo, egoísta. Não quero assim, eu quero ser BEM lembrado.
A ideia do Carpe diem (aproveite o momento) a frase do Horácio, quer dizer “não deixe de aproveitar o agora”. Agostinho de Hipona dizia “nós só vivemos o presente”. Só que há três tipos de presentes, o presente do passado (que chama memória) mas que tá com você agora, o presente do presente que é a percepção do imediato que é o que você tá vivenciando, e o presente do futuro que é a espera, a expectativa, mas você só vive o presente por isso não o abrevie.
Fala de Mario Sergio Cortella, transcrita por Portal Raízes
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