“Desci a mesma rua. Há um enorme buraco na calçada. Eu caí. Estou perdido, indefeso, mas não foi culpa minha. Eu levei uma eternidade para conseguir sair de lá.
Desci a mesma rua. Há um enorme buraco na calçada. Eu havia me esquecido. Caí. Eu não posso acreditar que isso ainda está mesmo lugar. Não é minha culpa. E eu levei muito, muito tempo para sair de lá.
Desci a mesma rua. Há um enorme buraco na calçada. Vejo que está lá. Como eu estava habituado, caí. Meus olhos estão abertos. Eu sei onde estou. A culpa é minha. Imediatamente saí de lá.
Desci a mesma rua. Há um enorme buraco na calçada. Voltei e desci por outra rua”.
Este conto tibetano mostra que na vida a sabedoria é gradativa. Vamos cair e cair muitas vezes e teremos dificuldade de sairmos do lugar onde estamos caídos, talvez por não prestarmos atenção nos sinais indicativos de perigos e/ou pelo fato de considerarmos que ‘aquilo’ não acontecerá conosco. Mas por que não? Há buracos com nomes de reserva? O que nos faz acreditar que somos melhores do que alguém que sofre uma terrível tragédia?
Impor um novo sistema de comportamento a si mesmo, ajuda-o a escapar da constante confusão mental que você experimenta quando perde a direção ou quando insiste em seguir por um caminho que não está lhe fazendo bem. Provavelmente no início não será fácil e talvez não se sinta confortável, pois mudará muita coisa, mas você precisa saber que há várias ruas além da sua e que você pode, não apenas, evitar o tráfego, mas também descobrir novos lugares. Que tal começar hoje?
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