“Não existe objeto ideal, pessoa ideal… nada. […] O sublime é aceitar a impotência, assumir que não existe objeto ideal. O objeto ideal é o escolhido. Os comportamentos de um casal, no início de seu namoro, se transformam com o tempo, porém essa transformação não é aceita por um dos membros do casal, o qual regressa ao jogo narcísico de olhar para o(a) belo(a), crendo que isso o preencherá.
A sublimação é o caminho mais saudável, pois ela aceita a eterna falta e a impotência. Deve-se olhar para o parceiro de maneira transparente, aceitando quem ele é e criando novos mistérios, novos sagrados, e isso só acontece quando um volta a desejar o outro mesmo que não seja através do sexo.
Alguns casais conseguem renovar seu desejo traçando metas novas juntos. Outros o renovam realizando um esforço pelo parceiro ou sendo gratos. Por exemplo, a esposa volta a estudar e o marido a auxilia nesse processo, assim, os parceiros se unem e se inserem um na vida do outro.
Isso é o sublime, algo pouco realizado por medo, por indiferença e por imaginarem que fizeram uma escolha errada ao se casarem. A ilusão, ao casarem-se, é que o parceiro é o objeto final da seleção de quem escolhera”.
Excertos transcritos da fala do psicólogo clínico e psicoterapeuta de crianças, adolescentes e famílias, Ivan Capelatto. Extraídos do canal Café Filosófico. Assista a palestra na íntegra no vídeo abaixo:
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