Se levam um apertão, espanam. Não aguentam ser contrariados. Não foram educados para suportar o “não”. O parafuso de geleia é comumente encontrado nesta sequência: avós autoritários, pais permissivos, netos sem limites (parafuso de geleia).
Quando foram pais, os avós mostraram-se muito autoritários, tendo sido mais “adestradores” de crianças que educadores. Bastava o pai olhar, o filho tinha que obedecer; do contrário, os pais abusam da paciência curta, de voz grossa e da mão pesada. Não tinham conhecimento da adolescência. Adolescente com vontade própria era sinônimo de desobediência. Não reconheciam a possibilidade de o filho pensar diferente: “eu sei o que é bom para o meu filho e ele tem que aceitar”; “Filho não tem vontade, não tem querer”. Eram onipotentes e abusam da lei animal do mais forte. Eram os machos alfas.
Os filhos desses pais se revoltaram contra o autoritarismo. Sofreram tanto com tal método de educação que quiseram dispensá-lo ao se tornaram pais. Então trataram de negá-lo, fazendo radicalmente o contrário. Foi assim que se tornaram extremamente permissivos.
A permissividade é a outra face do autoritarismo, regada a ocasionais crises autoritárias. Não consiste num novo caminho educativo. O pai permissivo deixa, deixa… até um ponto que não aguenta mais e dá um grito: “Agora, chega!”. De repente manifesta um comportamento que não condiz em nada com a permissividade. E aí está a perda de referência educativa.
Os filhos desse pais – portanto, os netos dos avós autoritários – tornam-se onipotentes, mas com pés de barro: para eles tudo pode, mas não suportam frustração. Sentem-se fortes, mais são parafusos de geleia.
Mas a geração parafuso de geleia desconhece o “não”. Tudo é permitido e a permissividade não gera um estado de poder ou competência. Os parafusos de geleia têm baixa autoestima porque foram regidos pela educação do prazer. Muitos pais acham que dar boa educação é deixar o filho fazer o que quiser, isto é, dá-lhe alegria e prazer. Não é isso que se cria a autoestima.
Texto do mestre Içami Tiba, extraído do livro: “Quem ama educa” (Páginas 62,63,64).
Desde os primeiros dias de vida, antes mesmo da palavra e da memória narrativa, o…
Desde que as primeiras civilizações humanas criaram normas sociais rígidas baseadas em gênero, o machismo…
Ao longo da história, a infidelidade conjugal foi tratada de formas muito distintas conforme o…
"Os jovens com maior domínio de suas emoções têm melhor desempenho acadêmico, maior capacidade de…
Antes da terra ser remexida, antes da semente tocar o chão, algo já aconteceu no…
Nise Magalhães da Silveira nasceu em 1905, em Maceió, Alagoas, e deixou este mundo em…