O psicólogo e treinador de pais Jeffrey Bernstein tem mais de 30 anos de experiência no fornecimento de aconselhamento sobre crianças, adolescentes, casais e famílias. Ele conduz seminários em todo o mundo sobre autoestima, vícios, automutilação, TDAH, dificuldades de aprendizagem, disciplina, crianças difíceis, questões parentais, bem-estar pessoal… Com base em seus estudos, fizemos um apanhado com 4 ações mais comuns que prejudicam gravemente a autoestima das crianças até a vida adulta:
Ser criticado por um dos pais pode ser emocionalmente desafiador, especialmente se for feito de maneira dura ou humilhante. Na minha experiência como psicóloga infantil, a maioria dos pais críticos está lutando com suas ansiedades que surgem de lado e sobrecarregam os filhos. Comentários críticos podem corroer a autoestima e o senso de valor de uma criança e podem causar sentimentos de tristeza, raiva ou frustração. Estas repreensões severas também podem levar a uma diminuição da motivação das crianças e à falta de confiança nas suas capacidades.
Superproteger constantemente uma criança de desafios e obstáculos pode impedi-la de desenvolver confiança e um sentido de competência. Embora os pais possam querer fazer tudo o que puderem para garantir que seus filhos não sofram na vida, eles ironicamente os sufocam por serem muito controladores. A superproteção também pode limitar as oportunidades de uma criança explorar, aprender e cometer erros, que são importantes para o seu crescimento e desenvolvimento.
Além disso, a superproteção das crianças pode gerar sentimentos de ansiedade e insegurança, pois podem não se sentir preparadas para enfrentar o mundo sozinhas. Também pode criar um sentimento de dependência e falta de independência, o que pode ser problemático à medida que as crianças transitam para a idade adulta.
Os pais precisam de encontrar um equilíbrio entre proteger os seus filhos e permitir-lhes assumir riscos e enfrentar desafios, para os ajudar a tornarem-se indivíduos confiantes e autossuficientes. Incentivar a independência, fomentar a autoestima e ensinar competências de resolução de problemas pode ajudar a mitigar os efeitos negativos da superproteção.
Ninguém nasce com sentimento de culpa. Ele é construído socialmente, e surge da relação com outras pessoas e seres vivos, e está ligado ao desejo de ser perfeito. No processo educacional incutir o sentimento de culpa na criança é usado por alguns pais com finalidade manipulativa e tem reflexos em todos os âmbitos da vida da criança até a fase adulta. Uma boa coisa é perguntar a uma criança como ela se sentiria se estivesse no seu lugar ou no de outra pessoa em uma determinada situação.
Porém, muitas vezes, os pais levam a criança ao extremo: “está vendo o que você fez?”; “você não faz nada direito”… e assim ela normaliza que o erro está em seus pensamentos, sentimentos e ações. Os pais que usam a culpa para controlar os filhos correm o risco de torna-los pessoas incapazes de manter relacionamentos duradouros, pois sempre se colocaram com vítimas, como incapazes de segurar um relacionamento, porque não são bons o bastante.
A criança é literal. Ela não compreende o sarcasmo. Sarcasmo é um tipo de ironia cruel ao dizer uma coisa querendo insinuar outra. O sarcasmo é complexo porque a criança precisa entender as verdadeiras ideias do interlocutor e as formas como ele pretende que suas palavras sejam interpretadas pela outra pessoa. O uso do sarcasmo magoa as crianças porque elas sentem envergonhadas por não compreender, se sentem incapazes e humilhadas. Infelizmente, humilhar uma criança através do sarcasmo cria um obstáculo à tentativa de comunicação eficaz e faz com que um diálogo franco seja algo impossível de se realizar.
Suas maneiras de interagir com seu filho têm uma enorme influência na forma como ele desenvolve o próprio valor em sua vida. Quanto mais você se comunica de maneira positiva e modela a responsabilidade por seus comportamentos negativos, mais você pode influenciar seu filho a fazer o mesmo – e apoiá-lo a ter uma forte autoestima. Os pais devem promover um ambiente estimulante e de apoio, proporcionando amor incondicional, incentivo e reforço positivo para promover a autoestima saudável dos seus filhos.
Quando o assunto é drama de qualidade, poucos gêneros conseguem prender a atenção como aquele…
Certas existências a história registra como extraordinárias, transformando-as em pontos de admiração da humanidade. Outras,…
O professor Leandro Karnal em entrevista ao Poucas, falou sobre as negações de grupos de…
Uma pessoa não prospera com um cérebro em ameaça constante. Ela apenas sobrevive. Se olharmos…
Em que Lugar do Mundo uma Mulher está Realmente Segura? A formulação dessa indagação carrega,…
"Você sabia que os feminicídios e os suicídios representam 83% da causa de morte entre…