“Olhai os lírios do campo. Eis a cura para a ansiedade”, disse o renomado psiquiatra e escritor Augusto Cury, fazendo uma alusão ao discurso proferido por Jesus durante o Sermão da Montanha, para enfatizar que o exercício da contemplação do belo tem o poder de nos transportar para um lugar onde não há ansiedade patológica.
A ansiedade patológica é um dos temas centrais dissertados por Augusto Cury. Segundo ele: “a ansiedade é um transtorno que nenhum médico pode sanar”. Cury destaca a ansiedade como um dos grandes desafios psico-físico-emocionais da atualidade, mas realça a importância de diferenciar a ansiedade saudável da ansiedade patológica através de uma análise cuidadosa dos seus efeitos e manifestações.
A ansiedade saudável, também conhecida como ansiedade funcional, é aquela que surge como uma resposta natural do organismo diante de situações desafiadoras. Ela pode proporcionar um impulso para a ação e para o enfrentamento de problemas, sendo considerada aceitável e até necessária para nos impulsionar a sairmos da zona de conforto e agirmos.
A ansiedade patológica é caracterizada por um estado de preocupação excessiva e persistente, que interfere na qualidade de vida da pessoa. Esse tipo de ansiedade pode levar a sintomas físicos, emocionais e cognitivos severos, dificultando o funcionamento diário e o bem-estar geral.
1. Taquicardia: Diferente da taquicardia cardíaca que inicia de forma súbita e se normaliza rapidamente com o repouso, a taquicardia da ansiedade provoca uma sensação crescente de palpitação e demora a se normalizar.
2. Respiração rápida e superficial: Sensação de falta de ar ou dificuldade em respirar profundamente.
3. Tremores: Movimentos involuntários das mãos ou de outras partes do corpo.
4. Sudorese excessiva: Transpiração intensa e sem motivo aparente.
5. Sensação de sufocamento ou aperto no peito: Desconforto físico na região torácica.
6. Tontura ou vertigem: Sensação de instabilidade ou que o ambiente está girando.
7. Náusea ou desconforto abdominal: Desconforto gastrointestinal, muitas vezes acompanhado de sensação de nervosismo.
8. Formigamentos ou dormência: Sensação de queimação, formigamento ou dormência em partes do corpo.
9. Sensação de desrealização ou despersonalização: Sentimento de estar fora de si mesmo ou de que o ambiente não é real.
10. Medo intenso de perder o controle ou enlouquecer: Pensamentos de que algo terrível está prestes a acontecer.
11. Pânico ou desespero: Sentimento avassalador de terror.
12. Pensamentos catastróficos: Preocupações intensas e persistentes com eventos futuros.
1. Autoconhecimento e monitoramento: Além de fazer visitas regulares ao clínico geral a fim de descartar doenças físicas é necessário reconhecer os próprios sinais de ansiedade e identificar os gatilhos que desencadeiam crises.
2. Técnicas de relaxamento: Tente tornar a prática regular de exercícios de respiração profunda, meditação ou yoga, num estilo de vida.
3. Estabelecer uma rotina saudável: Se obrigue a praticar uma boa higiene do sono, a se alimentar adequadamente e a fazer atividade física regularmente.
4. Evitar substâncias estimulantes: Reduza o consumo de cafeína, álcool e outras substâncias que possam aumentar a ansiedade, principalmente após o almoço.
5. Buscar apoio emocional: Converse com amigos, familiares ou um profissional de saúde mental para compartilhar preocupações e buscar orientação.
6. Praticar mindfulness: Pratique o exercício da “Atenção Plena” que é, se concentrar no momento atual, focando no presente, ao invés de vez de alimentar preocupações com o futuro.
7. Limitar a exposição a estímulos estressores: Evite situações, lugares e até pessoas que possam desencadear ansiedade intensa.
8. Estabelecer metas realistas: Defina objetivos alcançáveis e dividir tarefas complexas em etapas menores.
9. Manter um diário de emoções: Registre pensamentos e sentimentos diários para identificar padrões de ansiedade a fim de neutraliza-los previamente.
10. Ter hobbies e atividades de lazer: Se envolva em atividades que possam lhe proporcionar prazer e relaxamento: dance, cante, brinque…
11. Aprender a dizer não: Estabeleça limites saudáveis e se permita recusar compromissos que sobrecarregam emocionalmente.
12. Terapia cognitivo-comportamental (TCC): Se dê o direito de se amar o bastante, ao ponto de buscar a ajuda qualificada que lhe indicará estratégias eficazes ao seu processo de inteligência emocional e gestão da ansiedade.
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