Foi Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, que instituiu o dia 19 de Abril como dia do Índio em 1943, através do Decreto-Lei 5540. Após um Congresso no México, para discutir políticas e direitos dos povos indígenas na América.
Pesquisas do IBGE mostram que existem 817.963 mil índios, trezentos e cinco etnias e foram registradas pelo menos duzentos e setenta e quatro línguas, 17,5% da população indígena não fala a língua portuguesa. Cerca de 502.783 vivem na zona rural e 315.180 estão nas zonas urbanas brasileiras.
A Funai faz referência à 69 tribos indígenas não encontradas. E existem grupos que estão lutando para serem reconhecidos.
A Região Norte e Nordeste concentra a maior população, cerca de 62%.
Desde 1500 até a década de 1970 a população indígena brasileira decresceu acentuadamente e muitos povos foram extintos. E esse desaparecimento começou a ser visto com naturalidade. Em 1991 o IBGE incluiu os indígenas no censo demográfico nacional. E foi uma surpresa o aumento de 150% no número de brasileiros que se considerava indígena nessa década.
A população indígena vem enfrentando uma complexa transformação social, e vem tentando sobreviver ao contato com o “homem branco”. Tentando guardar e proteger seu povo e sua cultura, garantindo novas gerações. Eles vêm enfrentando problemas como invasões e degradações territoriais e ambientais, aliciamento e uso de drogas, exploração sexual e de trabalho, inclusive infantil, mendicância, êxodo desordenado.
Hoje em Manaus, índios de 35 etnias, participaram da ‘Marcha da Resistência Indígena no Amazonas’, organizada pela Fundação Estadual do Índio (FEI), denunciaram a falta de assistência médica nas aldeias e a extração irregular de madeira e minério, que vem ameaçando os índios da etnia Sateré-Mawé.
Os povos indígenas de Mato Grosso do Sul, vem passando por muitas dificuldades em suas aldeias, como pobreza e miséria extrema. Os conflitos aumentaram muito e muitas mortes vêm ocorrendo. Os índios guarani-kaiowá e terenas reivindicam terras com fazendeiros e produtores rurais.
Ano passado em junho, os Guarani-Kaiowá foram atacados por mais de setenta fazendeiros e pistoleiros, no tekohá TeyiJusu, município de Caarapó. O Cloudione Rodrigues, líder foi assassinado, outros 6 índios foram baleados. Hoje existem 11 propriedades invadidas em Caarapó.
Hoje não há muito o que comemorar, é um dia para refletir. #diadoíndio
Fonte: blastingnews
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