Foi durante a Assembleia Constituinte em 04/09/1987, que Ailton Krenak, líder indígena crenaque, protagonizou uma das cenas mais marcantes da história brasileira: em discurso na tribuna, vestido com um terno branco, Krenak pintou o rosto com tinta preta em protesto contra o retrocesso na luta pelos direitos indígenas.
Ailton Krenak também é ambientalista e escritor. Nasceu em 1953 no estado de Minas Gerais, na região do Médio Rio Doce. Aos dezessete anos de idade, mudou-se com sua família para o estado do Paraná, onde se alfabetizou e se tornou produtor gráfico e jornalista. Na década de 1980, passou a se dedicar exclusivamente ao movimento indígena. Em 1985, fundou a organização não governamental Núcleo de Cultura Indígena, que visa promover a cultura dos povos originários do Brasil.
Em 1988 participou da fundação da União dos Povos Indígenas, organização que busca representar os interesses indígenas no cenário nacional. Em 1989, participou da Aliança dos Povos da Floresta, movimento que busca o estabelecimento de reservas naturais na Amazônia onde fosse possível a subsistência econômica através da extração do látex da seringueira, bem como da coleta de outros produtos da floresta. Retornou a Minas Gerais, onde passou a se dedicar ao Núcleo de Cultura Indígena. Desde 1998, a organização realiza, na região da Serra do Cipó, em Minas Gerais, um festival idealizado por Ailton: o Festival de Dança e Cultura Indígena, promovendo a integração entre as diferentes povos originários.
Confira abaixo, trecho do discurso histórico de Ailton Krenak:
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