Psicologia e Comportamento

4 coisas mais importantes que dizer eu te amo

Vivemos no mundo do papo furado. Pois é, pode até soar meio agressivo começar um texto com uma verdade tão escancaradamente sincera, mas o fato é que as pessoas desta geração falam demais e fazem muito menos do que deveriam. O tão esperado “eu te amo”, por exemplo, quase nunca é justificado por ações a altura do seu nobre significado; as grandes amizades gritadas aos quatro ventos nas redes sociais desmoronam quando postas à prova, e a força das pessoas que se dizem autossuficientes caem por terra na primeira investida da solidão.

Precisamos de um mundo com menos versos de amor e mais provas de amor; com menos palavras e mais vontade. Por isso, em vez de textos quilométricos de amores óbvios, flores que murcham rápido demais, há formas de declararmos nosso amor de uma maneira menos verbal e, quem sabe, mais crível:

1 – Concessões

Não existe papo mais furado do que dizer que ama e não abrir mão de nada. Eu te amo, mas me passa o controle; eu te amo, mas eu não posso ir até a sua casa porque estou ocupado; eu te amo, mas na minha vida não há espaço pra você neste momento. Amar é fazer concessões, das pequenas concessões cotidianas às enormes abdicações de vida. Amar é emprestar o carro, aceitar o animal de estimação do outro apesar da sua alergia, tolerar temperamentos difíceis, manias estranhas, desconformidades naturais. O amar além da palavra é basicamente sobre tolerar o outro.

2 – Respeito à individualidade

Não existe contra-prova mais autêntica de amor do que a tentativa de dominar o outro. Porque, pela lógica mais simples e, por isso mesmo, mais aceitável, se você ama o outro como ele é, o mínimo que se espera é que deixe que ele continue sendo ele mesmo; e isso inclui deixá-lo continuar se comportando da mesma maneira com seus amigos, indo aos mesmos lugares e se relacionando da mesma maneira – sem cobranças desnecessárias ou mudanças invasivas. Respeitar a individualidade do outro vai além da ausência – ou controle – de ciúmes: é resistir à vontade, confesso, por vezes inevitável, de tentar adequar o outro às nossas projeções.

3 – Companheirismo

Um “oi, precisa de algo?” sempre será mais eficiente do que um “eu te amo” robótico e facilmente repetível. O amor é se colocar para o outro da maneira que ele precisar, se importando com seus problemas, suas crises, seus momentos. Não importa quantos buquês você já comprou e quantas canções já dedicou: Não existe amor quando não se está ao lado.

4 –  Sinceridade

Grandes relações se sustentam à medida em que dão espaço à sinceridade. A mentira cautelosa – aquela que a gente não conta pra não machucar o outro – é um dos mais nocivos perigos para uma relação. Amores verdadeiros exigem, antes de tudo, verdade: e isso inclui contar ao outro que você não sente tesão só por ele ou que hoje prefere só dormir de conchinha. A verdade agrada mais que a mais bem elaborada mentira.

Texto de Nathalí Macedo

Portal Raízes

As publicações do Portal Raízes são selecionadas com base no conhecimento empírico social e cientifico, e nos traços definidores da cultura e do comportamento psicossocial dos diferentes povos do mundo, especialmente os de língua portuguesa. Nossa missão é, acima de tudo, despertar o interesse e a reflexão sobre a fenomenologia social humana, bem como os seus conflitos interiores e exteriores. A marca Raízes Jornalismo Cultural foi fundada em maio de 2008 pelo jornalista Doracino Naves (17/01/1949 * 27/02/2017) e a romancista Clara Dawn.

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