Daniel Becker, pediatra, palestrante, sanitarista, consultor da OMS e especialista em bem-estar integral de crianças e famílias, falou em sua página no Instagram, acerca da nova variante da covid-19, a Ômicron. Confira:
“Numa pandemia, a tendência ao pânico e ao sensacionalismo da mídia é enorme. A Ômicron preocupa, mas pode até ser uma boa notícia (eu disse pode). Nesse momento não há motivos para desespero. É preciso observar um pouco mais.
Entenda: as informações preliminares têm um aspecto ruim e outro muito bom. Por um lado, as mais de 30 mutações fazem a variante ser muito transmissível (já causa a maior parte dos casos em Johanesburgo). Por outro, os dados iniciais mostram que os quadros parecem ter pouca gravidade. Predominam fadiga, dor de cabeça e náusea, mas não há aumento de casos graves e hospitalizações. Além disso, a grande maioria dos casos está ocorrendo entre não vacinados e aqueles com uma dose apenas.
Por isso, a possível boa notícia é: se a variante for de fato menos patogênica, e com maior infectividade, a Ômicron pode vir a substituir a Delta, e isso seria muito bom. Imagine se o vírus predominante tiver baixa capacidade de gerar casos graves!
Enfim, tudo é especulação por ora. O fato é que temos que esperar para ver, com cautela e muita atenção aos estudos científicos. Além disso, as vacinas muito provavelmente seguirão protegendo contra casos graves. E as mais modernas (de m-RNA) podem ser adaptadas com relativa rapidez às novas variantes. Portanto, calma.
O triste e patético é a reação de líderes mundiais: negam vacinas para a África, e quando os cientistas de lá divulgam a variante e suas mutações com transparência, os países são punidos com bloqueios de voos e outras restrições inúteis (quando a variante é detectada ela certamente já se espalhou pelo mundo).
A OMS sempre disse: para acabar a pandemia é preciso que todos possam ser vacinados. Mas isso vem sendo negado aos países mais pobres, numa atitude burra, cruel, injusta e racista. Vamos manter a esperança e aproveitar o bom momento que vivemos no Brasil, sem esquecer os cuidados necessários. Como eu sempre disse, a gente chega lá, se formos juntos. Compartilhe a esperança e a calma com quem mais precisa!”. Daniel Becker
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