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Síndrome Miofascial: a dor muscular que não passa – Com o dr. Nivaldo Teles

O doutor Nivaldo Teles, neurocirurgião, especialista em dor crônica, em seu perfil no Instagram, sempre faz postagens necessárias. Esta semana ele falou sobre A Síndrome Dolorosa Miofascial. Você já ouviu falar? Entenda:

“Sabe aquela dor muscular local que não melhora com medicação e os exames sempre apontam normais? Elas podem ser decorrentes da Dor Miofascial. Essa dor é profunda e mal localizada, e não tem um diagnóstico aparente, como em casos de uma tendinite ou bursite.

Os pontos-gatilhos miofasciais se formam devido a uma sobrecarga e fadiga muscular, muitas vezes por excesso de trabalho e traumas na região, e causam uma disfunção focal dentro do músculo deixando a fibra muscular contraída ao máximo. E em um momento ou outro, isso torna-se uma parte dolorosa da vida das pessoas.

Ocorre um aumento da contração muscular local que comprime os vasos sanguíneos locais, reduzindo os suprimentos de oxigênio e nutrientes, além de liberar substâncias nocivas que contribuem para a liberação de acetilcolina no terminal nervoso. Pode acarretar também a diminuição da mobilidade local, fraqueza muscular, dormências e formigamento, entre outros sintomas caracterizando a Síndrome Dolorosa Miofascial.

É muito comum e é considerada a dor musculoesquelética mais frequente. Deve ser investigada sempre pelo médico especialista em Dor em casos de queixas de dores orofaciais, cervicais, dorsais, lombares e até mesmo pélvicas. Pode ser identificada pelo exame de termografia computadorizada por infravermelho”. Nivaldo Teles

Como é o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico. É importante realizar uma completa anamnese da dor, bem como perguntar sobre os fatores que desencadeiam e perpetuam a dor – alterações de sono, humor, erros posturais nas tarefas do cotidiano e trabalho, falta de atividade física, erros alimentares, doenças clínicas mal controladas.

É necessário esclarecer ao paciente sobre o diagnóstico, realizar educação em saúde e estimular uma posição ativa em relação ao seu tratamento. Dessa forma, com uma boa relação médico-paciente e coparticipação a melhora da síndrome é certa.

Suspeita que sua dor seja uma dor miofascial? Deixe o seu comentário.

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