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“Eu não endosso essa glamourização ou zueira com a nossa dor” Fábio Assunção

É de partir o coração ver que muitas pessoas não colocam limites em suas “brincadeiras”, zombando do problema alheio. Neste carnaval a doença de Fábio Assunção virou alvo de piadas, mesmo após o ator transformar toda a maldade em torno da repercussão da música que zomba de sua dependência química em uma ação solidária.

Nos blocos de pré-carnaval do último fim de semana (24 e 25) em São Paulo e no Rio, muitos foliões usaram máscaras com a imagem do rosto do ator, fazendo claramente uma alusão de seu vício em bebida alcoólica com as extravagâncias que os festeiros costumam fazer nesta época do ano.

Imagem compartilhada nas redes sociais com a legenda “Neste carnaval, antes de comprarem uma máscara lembrem-se deles! Doença não é piada”.

Diante de tamanha falta de sensibilidade, vários artistas se manifestara em defesa de Fábio. Marcelo Serrado publicou uma foto do amigo com a seguinte legenda: “Além da figura pública, apresento a vocês um ser humano portador de uma doença chamada dependência química. Alguém faz piada com atores que têm câncer? Chega de rirmos da dor alheia e de fazermos piadas disso! Todo meu amor e torcida ao meu amigo querido”.

No Insta Stories, a atriz Carolina Dieckman afirmou que piada “tem limite, sim”. “Bora tomar cuidado para que a nossa alegria no Carnaval não seja um motivo de tristeza para alguém. Temos muito para aprender. Boa folia e mais, muito mais amor”.

Vamos compartilhar para que mais pessoas se conscientizem de que dependência química é uma coisa séria, e deve ser tratada com respeito.

“Antes de qualquer coisa eu preciso falar com as pessoas que passam pelo mesmo problema que eu. Eu não endosso, de maneira nenhuma, essa glamourização ou zueira com a nossa dor. Minha preocupação é com quem sente na pele a dor de ser quem é. Com as suas famílias”, disse o ator em vídeo publicado no seu Instagram, no dia 22 de janeiro.

Portal Raízes

As publicações do Portal Raízes são selecionadas com base no conhecimento empírico social e cientifico, e nos traços definidores da cultura e do comportamento psicossocial dos diferentes povos do mundo, especialmente os de língua portuguesa. Nossa missão é, acima de tudo, despertar o interesse e a reflexão sobre a fenomenologia social humana, bem como os seus conflitos interiores e exteriores. A marca Raízes Jornalismo Cultural foi fundada em maio de 2008 pelo jornalista Doracino Naves (17/01/1949 * 27/02/2017) e a romancista Clara Dawn.

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