Psicologia e Comportamento

Separação não é tragédia, viver infeliz num relacionamento é tragédia

Não é fácil ignorar o que deve ser ignorado e dar atenção apenas ao que nos acrescenta. Em pleno século XXI, ainda existe quem acha que é preciso fazer sacrifícios dos mais indignos para manter um casamento, em favor dos filhos, ou de qualquer outra coisa que não seja o marido ou a esposa. Como se fosse uma falha irreversível não dar certo na vida a dois. Como se fôssemos obrigados a manter um relacionamento falido porque a sociedade assim o quer.

Logicamente, um casamento envolve muitas pessoas e todas elas sofrerão com o fim dele. Porém, isso não quer dizer que todo mundo deve ser poupado, menos quem sofre e não consegue mais sustentar um amor que nem existe. Filho não segura casamento, dinheiro não segura casamento, nada segura um casamento, a não ser a vontade de amar todos os dias a mesma pessoa. Se passou essa vontade, o casamento já acabou.

Não é egoísmo pensar em você, quando se trata de sobreviver, de querer amar e ser amado de volta, de querer ser feliz. Não é tragédia se separar, tragédia é manter um relacionamento vazio e infeliz. Tragédia é deixar de viver o que se é, para agradar pessoas que não vivem sua história de dentro. Ignore e siga. Vai ser feliz.

Texto do professor, historiador e filósofo Marcel Camargo.

Imagem de capa: Reprodução filme História de um Casamento 

Se você gostou do texto, curta, compartilhe com os amigos e não se esqueça de comentar, isso nos ajuda a continuar trazendo conteúdos incríveis para você.

Marcel Camargo

Graduado em Letras e Mestre em "História, Filosofia e Educação" pela Unicamp/SP, atua como Supervisor de Ensino e como Professor Universitário e de Educação Básica. É apaixonado por leituras, filmes, músicas, chocolate e pela família.

Recent Posts

A ciência investiga: estamos aprendendo a envelhecer ou apenas a mascarar a velhice?

Nunca se falou tanto sobre envelhecimento. Revistas, programas de televisão, influenciadores digitais e campanhas de…

2 horas ago

Não quero ser rainha, quero ser rei. Não quero apenas obedecer as leis, mas também criá-las

"Não quero ser rainha, quero ser rei. Não quero apenas obedecer as leis, mas também…

1 dia ago

“Ninguém nasce preguiçoso, pelo contrário: a criança já nasce inclinada à cooperação e ao cuidado”

Desde muito cedo, antes mesmo de dominar as palavras, as crianças demonstram um desejo genuíno…

2 dias ago

“Bater em criança não é um direito dos pais. É um ato de imaturidade, descontrole e inabilidade emocional”

Educar uma criança é uma das tarefas mais complexas e transformadoras da experiência humana. Nenhum…

6 dias ago

CRIANÇAFOBIA: Quando foi que começamos a esquecer o que é ser criança?

Vivemos um tempo estranho. Nunca se falou tanto sobre desenvolvimento infantil e, paradoxalmente, nunca pareceu…

1 semana ago

Ninguém amadurece afetivamente sozinho: é na experiência do cuidado compartilhado que nos constituímos – Com bell hooks

Durante séculos, o amor romântico foi apresentado como uma espécie de destino inevitável. A literatura,…

2 semanas ago