Meio ambiente

Tomates, que iriam para o lixo, viram energia na Flórida

Uma equipe de cientistas americanos está explorando uma nova, e incomum, fonte de energia: resíduos de tomates danificados que sobraram das colheitas e não se adequam aos padrões de vendas locais.

A Flórida descarta, por ano, cerca de 400 mil toneladas de uma mistura de tomates danificados, comidos por pragas e de sementes descartadas devido a produção de molhos industriais. Estes rejeitos são transferidos, normalmente, para aterros sanitários, que liberam gás metano e impactam diretamente no efeito estufa e no aquecimento global.

Atentos a este problema, pesquisadores da Escola de Minas e Tecnologia de Dakota do Sul desenvolveram uma célula de combustível, proveniente de micróbios, dedicada à transformação de resquícios em eletricidade.

Como as bactérias possuem uma grande ação oxidante, são capazes de gerar corrente elétrica a partir dos resíduos. Os pigmentos que a fruta contém são grandes mediadores de energia, e ainda são capazes de impedir a emissão de gases do efeito estufa, durante o processo.

Hoje os testes, em pequena escala, conseguem gerar 0,3 watts de eletricidade por 10 miligramas de resíduos de tomate. Segundo os estudos, se as 400 mil toneladas de resíduos de tomates desperdiçadas na Flórida forem aproveitadas, será possível abastecer energeticamente a Disney World por 90 dias

O Brasil está em oitavo lugar dentre os maiores produtores de tomate, com um total de 3,87 toneladas da fruta por ano, 3,1% da produção mundial que é liderada pela China.
.

Portal Raízes

As publicações do Portal Raízes são selecionadas com base no conhecimento empírico social e cientifico, e nos traços definidores da cultura e do comportamento psicossocial dos diferentes povos do mundo, especialmente os de língua portuguesa. Nossa missão é, acima de tudo, despertar o interesse e a reflexão sobre a fenomenologia social humana, bem como os seus conflitos interiores e exteriores. A marca Raízes Jornalismo Cultural foi fundada em maio de 2008 pelo jornalista Doracino Naves (17/01/1949 * 27/02/2017) e a romancista Clara Dawn.

Recent Posts

A vida não deixa de merecer cuidado quando a possibilidade de cura termina

Há uma frase que costuma soar como sentença: “não há mais nada a fazer”. Ela…

3 dias ago

Quanto mais abertamente uma cultura abraça a morte, menos ansiedade se associa a ela

“Do ponto de vista antropológico, quanto mais abertamente uma cultura abraça a morte, menos ansiedade…

3 dias ago

Lei de Alienação Parental: “Na prática, a criança é o sujeito menos pensado nos conflitos existentes”

A Lei nº 12.318/2010, conhecida como Lei da Alienação Parental, foi criada com a justificativa…

1 semana ago

O que faremos com nossas diferenças depois das eleições?

A apuração termina, os números são anunciados, uma parcela do país comemora e outra precisa…

1 semana ago

Neurobiologia do autoengano: o cérebro não interpreta a realidade apenas, ele também a constrói

Pare por um instante. Preste atenção na sua respiração agora e nessa calma fingida da…

2 semanas ago

Eu ainda sou aquela criança que brincava na poça d’água como se navegasse num oceano

Eu estou sempre perdendo coisas. Quando eu preciso de caneta, não sei o que me…

3 semanas ago