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Muçulmanos fazem corrente humana para protegerem cristãos contra a morte

É assim que o Al-Shabaab age: lançam um ataque, separam os cristãos e, em seguida, os matam com uma chuva de tiros.No entanto, quando militantes da Al-Shabaab emboscaram um ônibus, as coisas não saíram como planejado.

Um grupo de muçulmanos quenianos protegeram os passageiros cristãos e disseram aos agressores que estavam preparados para morrer junto deles. Os passageiros muçulmanos, que em sua maioria eram mulheres, disseram aos militantes islâmicos que os “matassem todos juntos ou que os deixassem todos em paz“, disse uma testemunha a a NTV, afiliada da CNN.

Extremistas do Al Shabaab assediaram um ônibus e intimaram os muçulmanos a se separarem dos cristãos, mas sem sucesso. De acordo com testemunhas, a resposta teria sido: “Matem todos ou nos deixem ir”. Apesar disso, duas pessoas morreram e três ficaram feridas.

Sobre este episódio surpreendente, a Rádio Vaticano ouviu o pároco de Iriamurai, na diocese de Umbu, Padre Piero Primieri.

Padre Primieri: A imprensa local, sobretudo o jornal mais difuso, o Daily Nation, deu grande destaque à notícia com uma página inteira, descrevendo como os muçulmanos formaram um escudo para os cristãos contra o Al Shabaab. A notícia traz grande encorajamento, é uma alegria ver como as coisas estão mudando.

RV: Não é a primeira vez que ataques são registrados naquela região? Como é a realidade local?

PP: Estamos no nordeste do Quênia, entre a Somália e a Etiópia. Uma zona um pouco difícil, porque além dos somalis também há a presença dos Oromo que saem da Etiópia em direção ao sul. Portanto, é uma região muito difícil. No mesmo lugar já haviam sido registrados outros ataques.

RV: Qual é a importância dessa decisão dos muçulmanos?

PP: Encoraja. Na verdade, o governo se esforça para conter os ataques junto aos imãs e lideranças muçulmanas locais. Recentemente, em todo o país, estas lideranças exortaram por uma mudança de comportamento. Quem sabe, um pouco eles, um pouco a visita do Papa, algo está mudando também entre os muçulmanos.

RV: O Papa havia pedido uma única nação…

PP: Sim, penso que a visita do Papa tenha muitas consequências. Aqui, escuto as pessoas que comentam positivamente o que aconteceu e dizem: é verdadeiramente fruto da visita do Papa, do quanto disse e do comportamento que teve em relação a todos, porque o Papa soube tocar de verdade os corações. (RB)

Fote: Radio Vaticano

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