Falando de dois alguéns de universos bem diferentes. Um foi a personificação da fama e o outro é um estranho no ninho dela: David Bowie e Wendell Lira.
Bowie era o tipo de cara que nunca pensei que morreria. De tão artista, de tantas facetas, parecia que não era daqui. Um incomum, um ET, um alien. É como se tivesse morrido um de seus personagens, e não ele próprio. A arte de se reinventar a cada trabalho, de tão arte, poderia fazer crer que sua morte é só mais uma performance dele.
Wendell foi o garoto mais simples que já pisou naquele tapete vermelho da Fifa. Parece história de filme. Era uma grande revelação, chegou a ser cogitado para times do exterior, teve contusões, caiu no ostracismo e, numa bela noite de chuva no Cerrado, ressuscitou. Como Lázaro, personagem da mesma Bíblia que o Davi citado por Wendell na premiação.
“Lazarus” é também o nome da música do último clipe de David Bowie para seu último disco, lançado na sexta-feira. O Starman não morreu; Wendell Lira deu um jeito de se eternizar. Os belos gols, como a boa música, são pra sempre.
Por Elder Dias
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