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Miss Universo é Sul-africana: “Mulher com minha pele não era considerada bonita. Isso acaba hoje”

A sul-africana Zozibini Tunzi, desfilou entre outras 89 candidatas e se tornou a Miss Universo 2019. O segundo lugar ficou com Madison Anderson, de Porto Rico. Em terceiro ficou a mexicana Sofía Aragón.

Ela é a terceira sul-africana a levar o título, após as vitórias de Margaret Gardiner (1978). e Demi-Leigh Nel-Peters (2017). Em 68 edições do concurso, somente 5 mulheres negras foram eleitas Miss Universo.

Zozibini Tunzi chamou atenção do júri, composto apenas por mulheres, em sua última fala. A profissional de relações públicas disse que gostaria de ver a sua beleza inspirando as novas gerações. “Eu cresci em um mundo em que uma mulher com a minha pele, a minha aparência e o meu cabelo não era considerada bonita. Isso acaba hoje. Quero que as crianças enxerguem o reflexo dos seus rostos no meu”, disse a representante sul-africana ao público.

Confira algumas fotos da Miss Universo 2019

Reprodução Instagram @zozitunzi
Reprodução Instagram @zozitunzi
Reprodução Instagram @zozitunzi

Miss Brasil fica entre as 20 melhores

A representante do Brasil, Julia Horta foi classificada entre as 20 mais bonitas, mas não seguiu para a rodada final. Uma pena, pois ela fez bonito: seu traje típico do país foi uma linda homenagem ao futebol feminino, que merece muito reconhecimento. Júlia até desceu do salto de miss e calçou chuteiras! Em seu discurso a jornalista aproveitou para protestar contra a violência de gênero. “Como Miss Brasil e mulher, eu tenho obrigação de lutar pelos direitos humanos e contra o abuso e a violência contra a mulher. Graças às feministas do passado, hoje eu tenho muitos direitos e eu prometo lutar pelas próximas gerações”, disse.

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As publicações do Portal Raízes são selecionadas com base no conhecimento empírico social e cientifico, e nos traços definidores da cultura e do comportamento psicossocial dos diferentes povos do mundo, especialmente os de língua portuguesa. Nossa missão é, acima de tudo, despertar o interesse e a reflexão sobre a fenomenologia social humana, bem como os seus conflitos interiores e exteriores. A marca Raízes Jornalismo Cultural foi fundada em maio de 2008 pelo jornalista Doracino Naves (17/01/1949 * 27/02/2017) e a romancista Clara Dawn.

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