A revista Marie Claire, em 6 de junho, reuniu reflexões de vários líderes, de variadas práticas religiosas, e trouxe a lume, mensagens alentadoras e cheias de esperança. Nós do Portal Raízes, publicamos aqui, a fala da monja Coen. Confira:
“Aprendemos que não há fronteiras através da pandemia. Que somos uma única espécie – uma única família biológica. Independentemente do país, da educação, da etnia, da cultura, somos humanos. Sendo pessoas humanas somos semelhantes – não iguais. Todos podem ser contaminados – jovens e idosos, ricos e pobres, independentemente de posições políticas e de pensamentos filosóficos. Somos todos seres humanos e todos podemos contaminar ou ser contaminados. Sabemos muito pouco sobre o vírus e seu comportamento, que varia de país a país. E só vamos passar por essa pandemia com menos dores e sofrimentos se estivermos unidos e cooperarmos”.
“Ficar em casa. Usar máscara se precisar ir à rua. Há pessoas que não entendem a gravidade e continuam nas ruas como se nada houvesse. É uma situação gravíssima. Vai passar? Sim. Tudo passa. Mas, ao passar, levará muitas vidas e deixará muitas sequelas – físicas, emocionais e econômicas. Não adianta desesperar. A esperança nos estimula a continuar. O mais importante agora é reconhecer o perigo, sentir medo, sim, e, por isso, cuidar de si e de todos”.
“Seguir as orientações dos especialistas em saúde. O resto, cuida-se depois. Primeiro, a vida. Há movimentos solidários, pessoas compartilhando alimentos, outras produzindo máscaras. Empresas gerando respiradores, álcool em gel. Pessoas cantando. Bombeiro tocando música na escada alta. Há o amor crescendo. Há pessoas cumprindo as recomendações. Ruas vazias, lojas fechadas. Pois compreenderam a importância da vida, de cada vida”.
“Basta olhar. Os pássaros continuam cantando, as plantas se reproduzindo, os animais brincando. A vida continua. A vida é mais poderosa que o vírus. Embora este seja muito poderoso e contagioso. O vírus, uma molécula de proteína com uma capa de gordura, é frágil e quer viver. Sua sobrevivência depende de se instalar numa célula humana. Isso causa uma grande confusão no nosso sistema e pode levar até a morte.
Sabendo disso, as pessoas estão colaborando, cuidando dos idosos solitários[…]. Podemos apreciar isto. E ao ficar em casa, adentrar o mais íntimo de nós mesmos, e apreciar cada instante da vida. Podemos ler, conversar, estudar, brincar, meditar e ser feliz. Nossa vida está onde estamos. Caminhe um pouco, agite os braços e sorria – aprecie sua vida!”. Monja Coen
Monja Coen iniciou seus estudos budistas no Zen Center de Los Angeles – ZCLA. Foi ordenada monja em 1983, no mesmo ano foi para o Japão, onde se dedicou por 12 anos à vida religiosa entre estudos e práticas, dos quais 8 anos no Convento Zen Budista de Nagóia, Aichi Senmon Nisodo e Tokubetsu Nisodo. Participou de vários cursos e programas de formação para monges, tendo se graduado no mestrado da tradição Sotoshu.
Atualmente é missionária oficial da Tradição Sotoshu de Zen Budismo, com sede no Japão. Retornou ao Brasil em 1995, e liderou as atividades do Templo Bushinji, no Bairro da Liberdade em São Paulo, e sede da Tradição Sotoshu para a América do Sul durante 6 anos. Foi, em 1997, a primeira mulher e primeira pessoa de origem não-japonesa a assumir a presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil, por um ano.
Participa de encontros educacionais, culturais e inter-religiosos, com o objetivo de divulgação do princípio da não-violência e a criação de uma cultura de paz, justiça, cura da Terra e de todos os seres vivos. Inspira-se na frase de Mahatma Gandhi: “Seja você, a transformação que você espera no mundo”.
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