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O vírus passará, mas a falta de empatia jamais será esquecida

Desde que o coronavírus foi considerado pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), causou muito pânico e caos ao redor do mundo. A doença trouxe uma sensação de fragilidade, vulnerabilidade e impotência que tomou conta das pessoas, das mais diferentes idades, culturas, raças, gêneros e religiões.

Todos os pesares reforça a importância da união para que tudo funcione

“Não é histeria, é realismo, ciência, ou seja, predição com dados coletados. Dizer que isso é “histeria” é obscurantismo e falta de empatia. Não contida enquanto é tempo, a Covid-19 destrói os sistemas de saúde dos governos. O sistema de saúde está em entrando em colapso, porque o número de pessoas que necessitam de UTI, de repente, cresceu exponencialmente, exatamente como se uma catástrofe natural, como um terremoto de grandes proporções, tivesse acontecido.

Respeite os números, eles são pessoas com nomes e famílias

O diretor geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom, disse, em coletiva á imprensa, que problemas políticos são combustíveis para a pandemia. Pediu união nos países e no mundo, e principalmente que as vítimas da Covid 19 sejam consideradas como indivíduos e não números. Relatou ainda que desde a sua infância conhece a dor da perder um irmão, e que precisamos ter empatia para com todos que estão sofrendo.

É triste ter que pedir ás pessoas, aos governos, que respeitem os números porque eles têm nomes e famílias. É angustiante ter que implorar aos negacionistas da ciência que sintam compaixão para com as vítimas da pandemia, que se compadeçam da terrível dor dos enlutados que sequer podem velar seus mortos; que não rechaçam os médicos no retorno para suas casas colocando bilhetes ofensivos na sua porta ou no seu carro; que ao invés de duvidar dos números, busquem informações por si mesmos, e se as dúvidas não forem sanadas com buscas pela internet, que se coloquem à disposição do trabalho voluntario nos hospitais ou entidades filantrópicas. Nenhum laboratório é mais eficiente do que o autônomo.

A única forma real e disponível de diminuir o ritmo do contágio do vírus e consequentemente as mortes, é isolando as pessoas e, infelizmente, paralisando a economia. Diante do ritmo exponencial, assombroso e vertiginoso do contágio do novo coronavírus, não há alternativas melhores. Ou vamos acreditar que se todo mundo se contaminar logo, o vírus cumpre o seu papel e vai embora? Se acreditarmos nisso e voltarmos a sair às ruas como antes, milhares e milhares morrerão á revelia sem ao menos ser atendida por um médico.

Encarar os fatos é um ato de coragem e de empatia

“Devemos avaliar a qualidade dos pensamentos que escolhemos cultivar. Lidamos com o momento difícil cultivando pensamentos de medo que nos enfraquecem ou pensamentos que nos fortalecem? Em meio a uma crise global, ser capaz de avaliar o alcance de uma adversidade e ter recursos internos para lidar com ela da melhor maneira possível é muito valioso. Pessoas resilientes fogem de reclamação e justificativas e passam para o gerenciamento das emoções e solução de problemas”. Defende Vivian Wolff, especialista em desenvolvimento humano e mindfulnesss

“Talvez você não esteja no grupo de risco do coronavírus, mas já olhou a sua volta?Pratique a empatia, a solidariedade. Ofereça ajuda. Se for preciso, faça o supermercado para sua vizinha de 70 anos e evite que ela se exponha ao risco. Você pode ter vizinhos idosos ou com diabetes e hipertensão. Reflita e dê o seu melhor como ser humano”.  Ressalta Elaine Di Sarno, psicóloga com especialização em Avaliação Psicológica e Neuropsicológica, e Terapia Cognitivo Comportamental.

Sobre a foto de capa: médicos e enfermeiros são alvos de discriminação em todos os lugares do mundo. Até onde pode chegar o egoismo, a crueldade, a falta de empatia, e a indolência dos seres?

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As publicações do Portal Raízes são selecionadas com base no conhecimento empírico social e cientifico, e nos traços definidores da cultura e do comportamento psicossocial dos diferentes povos do mundo, especialmente os de língua portuguesa. Nossa missão é, acima de tudo, despertar o interesse e a reflexão sobre a fenomenologia social humana, bem como os seus conflitos interiores e exteriores. A marca Raízes Jornalismo Cultural foi fundada em maio de 2008 pelo jornalista Doracino Naves (17/01/1949 * 27/02/2017) e a romancista Clara Dawn.

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