Nossa derrota sempre esteve implícita na vitórias dos outros.Nossa Riqueza sempre gerou nossa pobreza por nutrir a prosperidade alheia: os impérios e seus beleguins nativos.Na alquimia colonial e neocolonial o ouro se transfigura em sucata,os alimentos em veneno.
A chuva que irriga os centros do poder imperialista afoga os vastos subúrbio do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente,o bem-estar de nossas classes dominantes – dominantes para dentro,dominadas para fora é as maldições de nossas multidões,condenadas a uma vida de bestas de cargas.
Habitamos um mundo que trata melhor os mortos que os vivos. Os vivos, somos perguntadores, e somos respondões, e temos outros graves defeitos imperdoáveis para um sistema que acredita que a morte, como o dinheiro, melhora as pessoas.
O trabalho não vale nada, não há dinheiro que chegue, se faz o dobro em troca da metade. O que produzem nossos países? Braços baratos. A realidade se torna uma piada de humor negro.
O mundo está louco, talvez a solução esteja num congresso internacional de psiquiatras
O mundo, hoje, convida a ser indigno, e as pessoas jovens recusam esse convite. Isso me dá uma injeção de vitamina E: e de esperança, de entusiasmo.
Hoje as torturas são chamadas de “procedimento legal”, a traição se chama “realismo”, o oportunismo se chama “pragmatismo”, o imperialismo se chama “globalização” e as vítimas do imperialismo se chamam “países em via de desenvolvimento” . O dicionário também foi assassinado pela organização criminosa do mundo.As palavras já não dizem o que dizem ou não sabemos o que dizem.
O mundo é isso. Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.
Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo.
Eduardo Galeano – Trechos extraídos de “As veias Abertas da América Latina” – Pág.19
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