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OMS adverte: Brasil é o país com o maior número de depressivos da América Latina

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A depressão é um transtorno mental frequente. Globalmente, estima-se que 350 milhões de pessoas de todas as idades sofrem com esse transtorno. Depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e contribui de forma muito importante para a carga global de doenças. Mais mulheres são afetadas pela depressão que homens. Existem vários tratamentos eficazes para a doença.

A condição é diferente das flutuações usuais de humor e das respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou grave, a depressão pode se tornar uma séria condição de saúde.

 

A carga da depressão e de outras condições de saúde mental está em ascensão no mundo. Uma resolução da Assembleia Mundial da Saúde aprovada em maio de 2013 exigiu uma resposta abrangente e coordenada aos transtornos mentais em nível nacional.

O número de pessoas que vive com depressão está aumentando: 18% entre 2005 e 2015, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa é que, atualmente, 322 milhões de pessoas de todas as idades sofram com a doença no mundo. O número representa 4,4% da população do planeta.

O Brasil tem a maior taxa de pessoas com depressão na América Latina e uma média que supera os índices mundiais. São 11.548.577 brasileiros que sofrem de depressão. 5,8% da população nacional é afetada pela doença, estima a OMS. A taxa média supera a de Cuba, com 5,5%, a do Paraguai, com 5,2%, além de Chile e Uruguai, com 5%. No caso global, as mulheres são as principais afetadas, com 5,1% delas com depressão. Entre os homens, a taxa é de 3,6%. Em números absolutos, metade dos 322 milhões de vítimas da doença vivem na Ásia.

JOVENS E SUICÍDIO

De acordo com a OMS, a depressão é a doença que mais contribui com a incapacidade no mundo, em cerca de 7,5%. Ela é também a principal causa de mortes por suicídio, com cerca de 800 mil casos por ano. Em 2015, 788 mil pessoas morreram por suicídio. Isso representou quase 1,5% de todas as mortes no mundo. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a segunda maior causa de morte em 2015.

GRÁVIDAS

“A pressão sobre os jovens hoje talvez seja maior do que em qualquer outra geração”, disse Dan Chisholm, do Departamento de Saúde Mental da OMS. “Outro grupo alvo são as mulheres que estão grávidas ou acabaram de dar à luz. Depressão neste período é extremamente comum. Cerca de 15% das mulheres sofrerão não apenas da tristeza, mas de caso diagnosticado de depressão.”

Idosos: os novos marginalizados da sociedade

Os aposentados também são mais suscetíveis: “Quando nós trabalhamos de parar ou perdemos nossos parceiros, nos tornamos mais frágeis, mais sujeitos a doenças físicas e desordens como a depressão”.

Ansiedade

Além da depressão, a entidade indica que, pelo mundo, 264 milhões de pessoas sofrem com transtornos de ansiedade, uma média de 3,6%. O número representa uma alta de 15% em comparação a 2005.

Uma vez mais, o Brasil lidera na América Latina, com 9,3% da população com algum tipo de transtorno de ansiedade. A taxa, porém, é três vezes superior à média mundial. Os índices brasileiros também superam de uma forma substancial as taxas identificadas nos demais países da região. No Paraguai, a taxa é de 7,6%, contra 6,5% no Chile e 6,4% no Uruguai.

Em números absolutos, o Sudeste Asiático é a região que mais registra casos de transtornos de ansiedade: 60 milhões, 23% do total mundial. No segundo lugar vêm as Américas, com 57,2 milhões e 21% do total.

No total, a OMS ainda estima que, a cada ano, as consequências dos transtornos mentais gerem uma perda econômica de US$ 1 trilhão para o mundo.

A depressão será o tema de maior destaque a ser tratado no Dia Mundial da Saúde, coordenado pela OMS e lembrado no próximo dia 7 de abril. (Fonte: Fronteiras do Pensamento)

Somos muito jovens para estarmos tão deprimidos – Por que estamos?

A atual situação econômica, política e social, marcadamente negativa, está afetando toda uma geração de jovens com sentimentos e expectativas negativas. Muitos se sentem assim e estão vivendo desse modo, mas é difícil se expressar. Justamente antes da situação piorar ainda mais, havia a esperança de que essa geração não tivesse que esperar tanto tempo para que a situação se normalizasse. Agora vemos que esse era um ponto de vista muito otimista, que a crise se agravou e a única solução é seguir caminhando.

Muitos jovens se identificam com a frase que é título desse artigo, jovens que não têm nenhum problema de saúde ou carências básicas, mas que viram suas expectativas para o futuro se frustrarem de uma hora para a outra, tanto expectativas acadêmicas, de trabalho, de independência em relação aos pais, etc. 
Ainda assim, somos muitos jovens para estarmos tristes. Mas, às vezes, o desapego e a abertura para tratar as questões da crise que muitos levam como vergonha, como o desemprego, é o primeiro passo para saber as condições dos tempos atuais e detectar possíveis casos de depressão ou ansiedade.

A influência da tristeza nos jovens

A felicidade e a tristeza não são um tudo ou nada; cada dia podemos experimentar emoções distintas e ao longo de uma semana podemos passar por momentos muitos tristes mas também por momentos de intensa alegria. Mas o denominador comum dessa geração jovem é o seguinte: a desesperança em relação ao futuro.

Temos que ser conscientes de que a desesperança é um dos principais gatilhos para que se instale um episódio depressivo. Atualmente houve um aumento nos casos de depressão diagnosticados na geração atual de jovens em relação à geração anterior.

Muitos dos jovens que passaram toda sua vida estudando agora são obrigados a trabalhar em posições que não têm nada a ver com sua área profissional. Outros imigraram e também passaram a trabalhar em posições não condizentes com suas formações em outros lugares. Ninguém nunca está preparado para a crise, e muitas vezes em um espaço muito curto de tempo tudo muda e temos que fazer uso de recursos pessoais perante situações de estresse que se alongam dia após dia.

É importante, portanto, deixar de nos culpar e assumir que a geração recém-formada está dando sua cara a tapa, inclusive com uma valentia diante da situação que nos faz pensar que a crise sempre esteve aí, mas na verdade surgiu e transformou a realidade há pouco tempo.

Temos que tirar lições de tudo o que acontece

Não o mesmo caso de quando essa atual crise econômica afeta uma pessoa que já contava com uma posição estável e uma trajetória reconhecida. Trata-se de se encontrar nessa situação justo quando chega a hora de entrar no mercado de trabalho, e a única coisa que encontramos são portas fechadas.

Não demonstrou sua capacidade porque não deixaram, remou contra a corrente, desorientado. Mas graças a tudo isso que está passando está aprendendo lições de uma vida inteira.
Por isso, quando estamos triste temos que pensar em tudo que estamos ganhando além do que também estamos perdendo. Antes de tudo, temos que tirar lições de tudo que acontece conosco. Vamos desenvolver uma empatia e uma consciência social para analisar os problemas do mundo desde diversas perspectivas. Nossa resiliência assim se desenvolverá rapidamente, e nossa inteligência emocional também poderá nos tirar das más situações a partir dos aprendizados que tirarmos desse desenvolvimento.
Somos mais abertos, menos ingênuos e também mais solidários. Valorizamos a honra, a sensibilidade, a decência como poucas gerações anteriores. A hipocrisia é considerada hoje inimiga, assim como a vaidade e a extravagância.
Estamos preparados para a mudança, e faremos isso da melhor forma; deixaremos uma forma nova de fazer as coisas para as gerações seguintes. Pode ser que em muitos dias sua resistência psicológica esteja quebrada e você precise se levantar, mas somos muitos jovens para estarmos tão tristes; devemos nos levantar e seguir em frente.

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Estamos tristes, mas estamos juntos

Se qualquer pessoa passa sozinha por qualquer situação depressiva ou de desesperança, pode ser que a viva com medo e vergonha, mas na realidade nessa situação a tristeza é suportável se nos sentimos parte de uma rede de pessoas que está passando por situações muito parecidas.

Não relaxamos porque está caótico para todo mundo, mas ocorre um fenômeno psicológico de união: nossa culpa se faz mais leve, se dissipa, já que não atribuímos nossa situação a aspectos internos, estáveis e globais de nossa pessoa, mas nos damos conta de que se trata de um mal compartilhado.

Perante essa situação não cabe se isolar, já que lidar com a situação de um modo passivo e pessimista não ajuda em nada. Temos que nos arrumar, nos vestir e sair ainda que não tenhamos vontade. A vontade já já aparece. E é assim, aí fora, que surge a oportunidade de retomar a vida. Como dizia Jean Paul Sartre: “Não perdemos nada de nosso tempo. Talvez não seja o melhor, mas é o nosso”. (Fonte: A mente é maravilhosa)

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