6 características de uma pessoa com propensão ao câncer

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Embora existam muitos tipos de câncer, todos começam devido ao crescimento e multiplicação anormal  e descontrolado das células.  Enquanto as células saudáveis vão crescendo e se substituindo de uma maneira “programada”, as células cancerosas se dividem e desenvolvem de maneira aleatória, espontânea e incontrolada. Os cânceres que não forem tratados causam doenças graves e morte.

Isso se deve à alteração do mecanismo que se encarrega da inibição da reprodução celular. Assim, as características das células cancerosas são as seguintes:

  • Crescem rápido demais
  • Não podem se organizar por si mesmas
  • São incapazes de se autorregular
  • Não obedecem a nenhum padrão, as massas de tecido que se formam não se parecem com as de um tecido normal, e por isso recebem o nome de neoplasias.

Partindo desta base, devemos saber que os tumores benignos tendem a comprimir os tecidos que os rodeiam, mas não penetram em seu interior. Neste caso pode ser necessário removê-los para que não causem anomalias funcionais ou estruturais. Por outro lado, os tumores malignos penetram no tecido adjacente e se estendem pelo interior do nosso organismo, podendo chegar a passar pela corrente sanguínea, ou pelos canais linfáticos.

Assim, os tumores são classificados em 4 tipos:

Carcinomas: os que se formaram a partir de células que recobrem as superfícies como a pele, o intestino, a membrana do sistema respiratório, urinário e gastrointestinal. São os mais comuns. Sarcomas: os que provêm de regiões mais profundas, como a cartilagem dos ossos ou os músculos. Linfomas: são tumores que se originam no tecido linfático (pescoço, virilha ou axila). Leucemia: câncer gerado no sistema sanguíneo.

A ‘personalidade’ propensa ao câncer

O Dr. Douglas Brodie foi um pioneiros na compreensão da relação entre as emoções, a mente e o câncer. Após décadas de pesquisa, ele notou que a maioria dos indivíduos diagnosticados com câncer tinha traços psicológicos semelhantes. A isso ele chamou de “personalidade propensa ao câncer”.

As características de uma pessoa com propensão ao câncer manifestam-se em padrões regulares durante a vida. Algumas delas são:

  • Altruísmo. Uma consciência limitada de suas próprias necessidades e desejos, podendo levar a pessoa a ser “sempre boazinha”. Ela tende a atender continuamente às necessidades e expectativas do outro, sente culpa ao atender as suas próprias necessidades e tem baixa autoaceitação. Essas pessoas são harmonizadoras e tentam manter a paz a todo custo;

  • Repressão das emoções negativas, como raiva, ressentimento, ira, hostilidade etc. Há uma sensação de que qualquer expressão destes sentimentos é inadequada;

  • Incapacidade de formar relacionamentos emocionais profundos ou as relações negativas e tóxicas preponderam, especialmente com a família;

  • Sensação de incapacidade de mudar as condições da própria vida, sentindo que não existem opções e que as situações estão fora de seu controle; há uma sensação de impotência diante das condições da vida. Também há um sentimento de vitimização e passividade, levando à frustração e, finalmente, à depressão;

  • Uma sensação consciente ou inconsciente de não merecimento de felicidade ou sucesso – ou da vida em si;

  • Um desejo consciente ou inconsciente de obter, pela via legítima de uma doença grave, a atenção que não poderia receber por outras razões. Há um interesse em manter a doença por razões manipuladoras. O câncer é uma forma aceitável de suicídio.

Quando as pessoas estão dispostas a investigar essas características, curar os traumas emocionais e aprender a lidar com as características da personalidade propensa ao câncer, as chances de cura crescem significativamente.

Há alguns sinais de que uma dor psíquica, por causa de um trauma, pode estar afetando a pessoa ao ponto de desencadear tumores cancerígenos. 

De acordo com a Associação Americana de Psicologia, o trauma é “uma resposta emocional a um evento extremamente negativo”. As reações imediatas a tais eventos (muitas vezes chamadas de “choque”), tais como batimento cardíaco acelerado, tonturas, confusão, entorpecimento, desorientação e distração, são uma parte normal da reação de “luta ou fuga” do nosso sistema. O mecanismo de luta ou fuga é uma reação fisiológica que ocorre na presença de algo aterrorizante ou ameaçador. Essa reação prepara o corpo para lutar ou fugir de uma ameaça, seja ela real ou imaginária.

Os problemas surgem, no entanto, quando os efeitos causados por tais acontecimento são tão graves que nos acompanham por muito tempo depois de o fato ter ocorrido.

Sinais de que um trauma emocional ainda pode estar afetando uma pessoa:

A evitação de pessoas, lugares e situações que lembram o trauma;
Lembranças recorrentes ou angustiantes sobre o evento;
Pesadelos contínuos e flashbacks sobre o evento
Angústia quando confrontado com pessoas, lugares e situações que lembram a pessoa do evento
Incapacidade de se lembrar de aspectos importantes do evento, não associada a lesões na cabeça ou substâncias químicas
Generalizações negativas e culpabilização de si mesmo, de outros ou do mundo (por exemplo, “Eu não sou bom”, “Nenhum homem presta”, “O mundo é um lugar perigoso”)
sentimentos generalizados de vergonha, horror, raiva, culpa ou medo
Participação diminuída em atividades que antes eram interessantes;
Afastamento dos outros;
Incapacidade de experimentar emoções positivas;
Comportamento autodestrutivo;
Hipervigilância ou paranoia;
Reação exagerada de “sobressalto”;
Dificuldade de concentração;
Distúrbios do sono;
Ansiedade;
Entorpecimento emocional;
Nervosismo ou irritabilidade geral;
Alterações de humor.

Quando uma pessoa vivencia acontecimentos traumáticos em sua vida e não cura a ferida dessa experiência, ela pode lidar com as ramificações do estresse crônico que podem levar ao câncer. Sabemos que a maioria das doenças é multideterminada e que há uma confluência de fatores (genéticos, biológicos, psicológicos, ambientais, alimentares, de comportamentos e hábitos, etc.) envolvidos em seu surgimento. Mas podemos curar os traumas emocionais e assim reduzirmos os risco de desenvolvermos câncer. Terapia solo ou grupo, atividades artísticas ou esportivas, meditação, musicoterapia… são algumas alternativas que podemos buscar a fim de amenizarmos nossas dores, até superá-las de vez.

 

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