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Hamburgueria pede que clientes racistas fiquem em casa

Ao receber um cliente na hamburgueria em que trabalha, o recepcionista Richardson Oliveira, de 21 anos, cumpriu seu trabalho com profissionalismo e simpatia, estendendo a mão para um cumprimento de boas-vindas. O rapaz que entrava no recinto, após receber o cumprimento, limpou sua mão e pediu para ser atendido por outro funcionário. O motivo não foi dito, mas era evidente: Richardson é negro.

O caso aconteceu na hamburgueria Mad Rock’s, na cidade de Serra, no Espírito Santo, e naturalmente abalou profundamente o recepcionista. No mesmo dia, Richardson havia sofrido outro caso de preconceito, quando uma senhora não quis se sentar ao seu lado no ônibus.

Na hora de pagar a conta, o cliente ainda afirmou que a casa precisava contratar mais garçons. Esse não é o primeiro caso de preconceito contra seus funcionários, e os donos da Mad Rock’s resolveram prestar solidariedade em uma nota de repúdio divulgada nas redes sociais.

“Ontem (24/10) ocorreu mais uma vez, e por medo de perder o emprego, o atendente só conseguiu relatar o ocorrido depois de um triste e longo choro. Lágrimas de quem não aguenta mais sair de casa para ir trabalhar e ser destratado por sua crença ou sua cor. Quando nossa casa saiu do papel, veio com o propósito de matar a sede que a galera estava de Rock n’ Roll na noite da Grande Vitória. Amamos a música, acreditamos no rock criado por Rosetta Tharpe, Chuck Berry e Little Richard e eletrificado pelo negro Jimi Hendrix”, diz trecho da nota.

“Se for muito difícil pra você lidar com o respeito, sugerimos ficar em casa. Agora, se nada disso te afeta, se pra você o que importa é a qualidade no atendimento, rock do bom, responsabilidade nos prazos de produção, lugar onde você possa se sentir à vontade e ser verdadeiramente quem você é… VOCÊ É E SEMPRE SERÁ MUITO BEM VINDO EM NOSSA CASA”.

Veja a nota na íntegra aqui.
Fonte: Hypeness

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