Racismo: uma idiotia contra a qual a humanidade desperdiça energia

Todas as coisas idiotas são, obviamente, idiotas. Mas, entre todas elas, não existe qualquer outra que alcance a idiotice do racismo.

Dá para entender que alguém goste mais da cor branca do que da preta ou amarela para comprar um carro ou uma camisa. Afinal, são objetos inanimados que, adquiridos, vão dar um toque pessoal naquilo que é utilizado por alguém.

Gente não se usa, pelo menos em um mundo ideal. Gentes existem para escolher cores, não para serem escolhidas por causa dela, simplesmente pelo que está no parágrafo anterior: não são objetos inanimados.

Gente – branca, preta, vermelha ou parda – tem alma e isso basta, porque (e aqui vem o velho chavão, porque velhos chavões existem por ter uma razão) alma não tem cor.

Portanto, tem de haver alguma coisa errada com quem simplesmente vai até a página de rede social de uma pessoa e a xinga porque ter uma cor de pele mais escura do que a dela.

Sei que as lutas políticas das pessoas engajadas em empoderar os negros, as mulheres, os gays e todos os que são alvo dos que acham que têm setas vão muito além deste rascunho de reflexão sobre o tema. Mas me incomoda saber que essas pessoas engajadas tenham de perder tempo com isso (e precisam, porque há idiotas em grande volume pelo mundo) em vez de usar sua energia de combate para outras grandes causas.

Não é que racismo seja coisa de séculos passados. Racismo, à luz de um cérebro minimamente produtor de sinapses, nunca foi coisa de século algum. 

Texto de Elder Dias

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