Os mentirosos nunca mudam, estas são suas 7 principais características

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Dizem que as pessoas mentirosas não mudam, apenas melhoram suas estratégias. Quem adota a mentira como uma maneira de se relacionar, de ser aceitável para outros, para construir a confiança, custa mostrar quem se é, vivendo sua vida e envolvendo aqueles ao redor dele em uma teia de aranha a partir da qual é difícil escapar.

Uma mentira geralmente leva a outra e tem o efeito típico da bola de neve, às vezes tudo começa com algo inócuo, incapaz de gerar males maiores, mas ao assumir essa mentira, há outros que entram na cadeia.

É fato científico que engôdos e mentiras são nossos companheiros constantes. Em 1997, por exemplo, o psicólogo Gerald Jellison, da Universidade do Sul da Califórnia, Estados Unidos, ouviu as conversas diárias de 20 pessoas submetidas a uma experiência e analisou as fitas gravadas em busca de inverdades. O resultado é acachapante para os amantes da verdade: do ponto de vista estatístico, mesmo os mais sinceros participantes disseram uma mentira a cada oito minutos. “Em geral, são apenas mentirinhas, mas, de todo modo, são o que são: mentiras”, avalia Jellison. Na opinião do psicólogo, procuramos constantemente desculpas para comportamentos que outros poderiam julgar inadequados. Assim, inventamos um engarrafamento como pretexto para um atraso, ainda que, sinceramente, não tivéssemos a menor intenção de ser pontual. Os maiores mentirosos revelados pela pesquisa de Jellison são pessoas com maior número de contatos sociais – vendedores, auxiliares de consultórios médicos, advogados, psicólogos e jornalistas.

Normalmente, um bom mentiroso terá essas características:

Inteligência:

O mentiroso usará sua inteligência cognitiva para montar sua mentira, prevendo as possíveis falhas de seu plano.

Desconfiança:

Não surpreendentemente, há um ditado popular: “Cada ladrão julga por sua condição” é por isso que aqueles que estão acostumados a mentir, e ainda mais quando suas mentiras geralmente não são descobertas, tendem a desconfiar da palavra dos outros.

Boa memória:

Para ser um bom mentiroso será necessário ter uma memória infalível, onde ele pode recorrer para lembrar o que disse no início, sem cair em contradições e minimizar os riscos de ser descoberto.

São descarados:

Normalmente, suas mentiras têm muita realidade, o que as torna mais fáceis de lembrar e manter, mas a decepção existe sob a aparente transparência.

São pessoas calmas e serenas:

O estado emocional do mentiroso é um fator importante, as personalidades ou trânsitos nervosos, ansiedade, depressão, raiva, não são bons companheiros para aqueles que pretendem enganar através de suas palavras.

Frios e calculistas:

Eles não adicionam drama ao seu planejamento, com uma mentalidade fria, e sem a menor cerimônia, eles podem construir sua rede de mentiras sem se importar com o impacto ou as consequências que isso pode gerar através dela.

Sociáveis ​​e extrovertidos:

Não costumam apresentar dificuldades na interação social, pode ser expressa sem problemas em diferentes públicos, a timidez não é geralmente um dos traços característicos da mentiroso, eles têm um espírito de aventura e não têm medo de se expressarem, especialmente através de mentiras.

As características mencionadas anteriormente não são necessariamente exclusivas do mentiroso, no entanto, nelas, elas são um fator comum.

Todos nós, em algum momento, mentimos, falamos exageros, reservamo-nos informações ou administramos para o nosso próprio bem ou o de outras pessoas envolvidas, porém, com um grau patológico, são os mentirosos que podem arranhar o mitomania, sendo o caso mais extremo, onde até eles acabam acreditando em suas próprias mentiras.

Ninguém gosta de ser enganado, mentir só pode ser justificado em casos específicos, onde integridade se vê ameaçada, ao vincular-se com um bom mentiroso, certamente pode resultar em consequências dolorosas e prejudiciais. Assim, a detecção precoce pode ser muito útil, lembrando sempre que um mentiroso, usualmente, adota tal comportamento como uma forma de vida. (Publicado originalmente Rincón del Tibet, traduzido e adaptado por Portal Raízes).

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